28 de set. de 2013

Simão filho de João, tu me amas?


“Assim, após tomarem o desjejum, Jesus questionou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais que estes outros?” Respondeu ele: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” Jesus o encarregou: “Cuida dos meus cordeiros.” 
(Jo 21: 1-3, 15-17)
Dias atrás me peguei cantando uma música que dizia: “Me faltam palavras para expressar o meu amor por ti Senhor...” de repente fui confronta- do com a pergunta Aimoré tu me amas? Confesso que fiquei sem pala- vras, ao mesmo tempo que comecei a refletir no que estava cantando e me entristeci. Pois eu sempre tive grande dificuldade de dizer, “eu te amo” para alguém, se isso não fosse algo que eu estivesse realmente sentindo. Sempre tive a concepção de que declarar; eu te amo, para alguém é o resultado de um sentimento profundo e verdadeiro, algo meio incontrolável. É você ser movido pelo desejo de esta junto, ter admiração, desejar fazer feliz a pessoa amada e quando alguém te perguntar por que você faz isso ou sente isso a única resposta mais próxima deste sentimento é “eu a amo!” Alguém pode dizer: “ah mais isso não é amor é paixão”! Mas, entendo que uma paixão saudável faz parte do amor e isso não apenas num relacionamento entre um homem e uma mulher, mas, entre eu e meu próximo, porquanto, acredito que a paixão não diz respeito apenas à sexualidade, porém creio que ela é o grande fogo impulsionador de muito das nossas atitudes, e realizações, portanto amor tem que ter paixão. Por tudo isso, quando Deus me pergunta: “tu me amas”? Tendo em vista o pouco do que eu entendo o que é amar, a única resposta que eu posso dar com sinceridade é a mesma que Pedro deu: “Senhor tu sabes que eu apenas gosto de ti!” Porque assim como Marta eu estou mais preocupado com os afazeres periférico do que com a necessidade de te contemplar,te adorar e te ouvir como fez Maria, e tu mesmo dissestes ela escolheu a melhor coisa. (Lc 10. 38-42). Porque assim como Pedro que se deixou levar pela desmotivação e preferiu ir pescar ao invés de perseverar nas tuas palavras e no teu comissionamento assim sou eu. (Jo 21.3). Porque assim como aqueles homens que ficaram arranjando justificativas para não responder ao teu chamado assim também o faço. (Lc 9.59-62). E muitas vezes me pareço mais com Judas do que com o discípulo amado. Contudo eu te glorifico, porque tu me amas incondicionalmente e queres me restaurar, assim como fizeste com Pedro que te negou por três ve- zes, o perdoando e o transformando em um homem que te amou e viveu para ti. “Senhor tu sabes que eu apenas gosto de ti, mas me ensina te amar”
Pr. Aimoré Costa
Boletim nº54

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