“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.”
(Mt 7. 12)
Nas minhas meditações da Palavra de Deus, pude chegar à conclusão que, o cristianismo, se caracteriza pela qualidade dos relacionamentos. Primeiro pela qualidade do meu relacionamento com Deus, depois pela qualidade do meu relacionamento com as pessoas. É o que podemos evidenciar em Marcos 12. 29-31: “... O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”. Neste texto, fica claro que o meu relacionamento para com Deus, tem que ser um relacionamento, que envolva toda a integralidade do meu ser; tudo aquilo que sou. Todo o meu caráter deve ser desvendado diante do Senhor; deve ser um relacionamento, onde nada, ao que se refere a minha personalidade, pode ser omitido. Já a qualidade do meu relacionamento com as pessoas deve ser medido pela a idéia que eu tenho a cerca de mim mesmo. Todo ser humano normal tem um amor natural pela sua própria vida. Por isso, é tão evidente o marketing em torno de uma “boa qualidade de vida”. Imagina-se com isso, que as pessoas se amam, por isso, querem promover a si mesmas, tudo o que for possível para terem uma vida feliz e saudável, gozando de todos os benefícios que promova esta “boa qualidade de vida”; e o mercado capitalista tem investido profundamente nisto. O texto em destaque diz que o meu amor próprio é o parâmetro, para que eu meça o meu amor para com as pessoas. É óbvio que para fazer tal comparação, preciso ter uma correta visão a cerca de mim mesmo, preciso prescrurtar o mais profundo do meu ser, para obter uma real compreensão de quem sou, e a partir desta visão, amar a mim e, ao meu próximo com base no amor que tenho a mim mesmo. Entretanto como posso amar a Deus na integralidade do meu ser? Como posso desvendar o meu caráter? Como posso ter a certeza que a visão que tenho de mim mesmo é correta? Como ser cheio de amor próprio ao ponto, de, que esse amor transborde em direção ao meu próximo. É fato, que o homem decaído não pode chegar a tal nível de compreensão, pois está sujeito a conceitos e culturas sociais que podem turvar sua visão a respeito da genuína vida; é aquilo que a Bíblia chama de: “padrão deste mundo” (Rm 12.2 NVI). A Escritura também nos afirma que “o mundo jaz no maligno” e que aqueles que desprezam “o conhecimento de Deus” são entregues pelo próprio Deus “a uma disposição mental reprovável” (Rm 1. 28). Estes são incapazes de conceber o real significado da “vida”, a importância de “Deus na vida de todo ser humano”, como também, a importância dos relacionamentos de qualidade. O fato é que Jesus ensinou todas estas coisas a seus discípulos, Jesus demonstrou qual é o caráter do cristão. Falou-lhes, a respeito das prioridades do Seu Reino, em que seus servos devem estar empenhados. E todas estas coisas estão registradas na Palavra de Deus, em Mateus do capitulo 5ao 7, no já conhecido, Sermão do Monte. É nossa intenção que nossas próximas meditações sejam no referido sermão, no intuito de desvendarmos o caráter do cristão, segundo as palavras do próprio Senhor Jesus.
“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifique a vosso Pai, que está nos céus.”(Mt. 5. 16)
Como desenvolver um caráter aprovado por Deus?
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