31 de out. de 2011

Serviço, o Amor que se Pode Tocar

Mateus 5:16
Durante estes últimos domingos temos falado sobre os propósitos de nossa igreja que na realidade são os propósitos de Deus para as nossas vidas. Cremos que Deus nos criou para realizarmos coisas que glorifiquem seu nome. Com a introdução do pecado na humanidade este propósito continua sendo o sonho de Deus para todos, por isso agora em glorificando a Deus estamos também levando outras pessoas a compreenderem o propósito de suas vidas. Falamos sobre os propósitos que dizem respeito a nossa relação como irmãos e como proclamadores da graça, porém, Jesus sabia que por conta da incredulidade do homem se fazia necessária uma demonstração mais concreta do amor de Deus nos convocando para sermos os agentes desta demonstração. (Mateus 5:16) Jesus declara que não veio para ser servido, mas, para servir, princípio que infelizmente, por vezes, tem sido esquecido, até mesmo no contexto da igreja. Quando este principio é praticado o impacto na sociedade é inevitável atraindo a atenção para aqueles que o praticam. Temos duas opções neste caso, aceitarmos a glória ou levarmos as pessoas a glorificarem a Deus usando a oportunidade para apresentarmos a Cristo como o “filho de Deus” que nos motiva a seguirmos o seu exemplo de servo.(Marcos 10:42-45) Não servimos por desejarmos uma recompensa, mas, porque já recebemos esta recompensa e a palavra nos diz que para isso fomos salvos. (II Tim. 3:16-17) Todas as carências do ser humano são conseqüências do seu afastamento de Deus, e é neste contexto que somos chamados a mostrar o benefício de viver sob sua orientação.  Servir é exercitar o caráter de Cristo em nós, é abrir mão de tempo e conforto em favor do outro.Ao servir sem uma intenção proselitista a igreja demonstra que não está em busca de adeptos que se transformarão em mantenedores de uma organização e sim de levar as pessoas a compreensão de que Deus as ama e quer transformá-las em agentes do seu amor.
Pastor Osvaldo Moreira

22 de out. de 2011

Discipulado, Não Condicionamento.

I Coríntios 2:1-5 

Vivemos em um mundo com carência de referenciais positivos e é neste contexto que somos desafiados a influenciar. Enquanto cristãos não fomos chamados para fazer adeptos de uma religião persuadindo pessoas através de argumentos bem elaborados, mas, a demonstrar a relevância do evangelho como a melhor alternativa para quem quer viver uma vida equilibrada e feliz. Se os princípios ensinados por Jesus não nos fazem melhores e mais felizes, discipularmos seria reproduzir nos outros os nossos fracassos pessoais. Se desejamos transformar a nossa sociedade através do evangelho devemos primeiro permitir que este evangelho nos transforme. Ainda que no processo de discipulado o ensino esteja envolvido não é ele que viabiliza a transformação, uma vez que o saber intelectual não promove o melhoramento do ser humano, se assim fosse não estaríamos presenciando inúmeras catástrofes humanas em tempos de tanto desenvolvimento cientifico. Não precisamos de instrutores ou treinadores de crentes, precisamos sim, de crentes que transpirem a vida de Cristo e exalem o seu perfume impregnando este mundo. Discipular e demonstrar que vale a pena seguir a Cristo, é inspirar outros com a minha vida estimulando-os a servir a servir a Cristo. A persuasão ou demonstração de conhecimento não constrange ninguém ao discipulado e sim a compreensão do sacrifício de Jesus Cristo.  A convicção de que seus princípios mudariam vidas levou Jesus Cristo a não desistir de pregar mesmo sob o risco de ser morto, exemplo que foi seguido por seus discípulos. Paulo poderia ter lançado mão de recursos humanos, que não lhe faltavam, para convencer pessoas a seguirem a Jesus, mas, preferiu deixar-se usar pelo Espírito Santo. A experiência vivida por Paulo na estrada de Damasco desencadeou um processo de transformação que não poderia ser negado por ninguém e ele cria que o mesmo poderia acontecer com todos aqueles que cressem (Romanos 1:16) Vidas impactadas produzem impacto na sociedade. Nenhuma palavra é mais forte do que aquilo que comunicamos através de nossa vida. Vidas transformadas atraem pessoas. Quando pensamos na realidade da igreja enquanto grupo social não podemos deixar de vê-la como viabilizadora de relacionamentos que devem ser direcionados para mutua edificação por isso precisamos nutrir uma convivência edificante praticando um discipulado que não se restrinja ao ensino sistemático, mas que envolva transmissão de vida. Não esquecendo que só podemos dar o que temos. Nada nos estimula mais a mudarmos do que compreendermos que mesmo que não queiramos estamos influenciando pessoas que convivem conosco.Formal ou informalmente todos somos discipuladores. Busquemos viver de tal forma que Deus promova o crescimento da igreja naturalmente sempre alicerçados no amor de Cristo. (Efésios 4:15-16).



Pr. Osvaldo Moreira Filho

2 de out. de 2011

Eu Preciso de Você.


Romanos 12:5
O mundo precisa de uma revolução de amor e bondade e queremos começá-la aqui em nossa igreja e espalhá-la pelo nosso bairro, nossa cidade, sim, por todos os lugares. Todos queremos a nossa  independência, financeira, emocional e física. No entanto, será que é bíblico buscar ser 100% independente. Leia atentamente Romanos 12:5. O texto afirma que somos um corpo em Cristo, pertencemos uns aos outros e precisamos uns dos outros. Deus nos criou para vivermos em comunidade e através dela alcançarmos os seus propósitos. Sempre alguém nos ajuda a percebermos coisas que nos fogem ao controle. Somos uma família e precisamos aprofundar nossos relacionamentos, para isto temos incentivado os pequenos grupos.
Eis alguns motivos pelos quais precisamos uns dos outros:
  • Eu preciso dos outros para crescer espiritualmente - Cl. 2:6
  • Eu preciso dos outros para trabalhar comigo - Ef. 2:10 , Ec. 4:9
  • Eu preciso dos outros para me apoiar - Fp. 2:4
  • Eu preciso dos outros para esperar e chorar comigo - I Pe. 3:8, I Co. 12:26, Rm. 12:15
  • Eu preciso dos outros para testemunhar junto comigo – Jo. 13:35
A nossa vida em amor é o maior testemunho que podemos dar ao mundo. Não é o templo, a música, os sermões que demonstram ao mundo que somos discípulos de Cristo, mas sim, o amor que temos uns pelos outros. Não é fácil viver em comunidade, mas, fomos criados para isto. O preço a ser pago pelo isolamento é muito alto. A fé é uma guerra a ser travada juntos. Fp. 1:27. Todos precisamos uns dos outros. Para andar ao nosso lado, trabalhar conosco, tomar conta de nós. Esperar e chorar conosco, e assim, testemunhar conosco. Incentive as pessoas de nossa comunidade a reunirem-se em pequenos grupos e juntos cumprirmos os propósitos de Deus.


Pr. Osvaldo Moreira Filho ( Baseado na mensagem do Pr.Rick Warren)