28 de set. de 2013

Os Dons Espirituais

OS DONS ESPIRITUAIS, DÁDIVAS DE DEUS À IGREJA.
Os dons espirituais são uma dádiva de Deus à sua igreja. Dádivas do Pai (1Co 12.6), dádivas do Filho (1Co 12.5) e dádivas do Espírito Santo (1Co 12.7). Os dons espirituais são uma capacitação especial para o desempenho de um serviço ou ministério. Não há nenhum membro do corpo de Cristo sem dons e nenhum membro do corpo possui todos os dons. Os dons espirituais não são distribuídos pela igreja, mas pelo Espírito Santo, conforme sua vontade e seus propósitos soberanos (1Co 12.11). O apóstolo Paulo usou quatro verbos-chaves que ilustram a soberania de Deus na distribuição dos dons espirituais. O Espí- rito Santo distribui (1Co 12.11), Deus dispõe (1Co 12.18), Deus coordena (1Co 12.24) e Deus estabelece (1Co 12.28). Do começo ao fim Deus está no controle. É Deus quem estabelece o corpo e quem coloca cada membro do corpo e distribui cada dom a cada pessoa conforme o seu propósito e soberana vontade. Do começo ao fim Deus está no controle. É isso que Paulo ensina à igreja. O propósito dos dons, portanto, não é para a exaltação de quem o exerce, mas para o serviço aos demais membros do corpo e tudo para a glória de Deus. Quando Paulo fala da mutualidade do corpo, exorta a igreja sobre quatro questões importantes: Em primeiro lugar, o perigo do complexo da inferioridade. Paulo escreve: “Se disser o pé: porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser” (1Co 12.15,16). Quando alguém reclama de não ter este ou aquele dom espiritual, está questionando a sabedoria de Deus. Isso é questionar a unidade do corpo. Nenhum membro da igreja deve se comparar nem se contrastar com outro membro da igreja. Você é único. Você é singular no corpo. Deus colocou você no corpo como lhe aprouve.Em segundo lugar, o perigo do complexo de superioridade. O apóstolo Paulo afirma: “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (1Co 12.21,22). A igreja de Deus não tem espaço para dis- puta de prestígio. A igreja não é uma feira de vaidades. Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu, pois tudo que temos, recebemos de Deus e ninguém pode vangloriar-se por aquilo que recebeu (1Co 4.7). Em terceiro lugar, a necessidade da mútua cooperação. Paulo ainda prossegue em seu argumento: “Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (1Co 12.25). A igreja é como uma família. Na igreja cada um está buscando meios e formas de cooperar, de ajudar, de abençoar, de enlevar, de edificar a todos. O propósito do dom é para que não haja divisão no corpo. Você não está competindo nem disputando com ninguém na igreja, mas cooperando. Em quarto lugar, a necessidade de empatia na alegria e na tristeza. Paulo escreve: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1 Co 12.26). A psicologia revela que é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram. São poucas as pessoas que têm a capacidade de celebrar a vitória do outro. Precisamos aprender a ter empatia, a sofrer com os que sofrem e a nos alegrarmos com os que se alegram. Não estamos num campeonato dentro da igreja disputando quem é o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família, somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros.
Hernandes Dias Lopes
Boletim nº59

A Solidariedade de Deus

"Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém..." (Rm 8:26).


Todos nós temos fraquezas! Somo incapazes de viver vitoriosamente a partir de nossos próprios esforços e recursos. Somos limitados, contingentes. Por mais obstinados que sejamos e realizadores ainda assim fica evidente que somos fracos. Os livros de autoajuda estão sempre nos desafiando a encontramos em nós a força que temos adormecida dentro de nós para nos tornarmos vitoriosos e capazes de todas as grandes realizações. No entanto, a Palavra de Deus ensina que não somos fortes. A força não vem de dentro, mas do alto, de cima, de Deus. Temos fraquezas em várias áreas da vida. Temos fraquezas físicas, emocionais, morais, existenciais e espirituais. Somos constantemente atropela- dos por essas fraquezas. Tropeçamos nas próprias pernas. Somos esma-gados pelo rolo compressor dessas debilidades que nos assaltam e nos humilham debaixo de suas botas.Quantas vezes já prometemos a nós mesmos que venceríamos determinados hábitos, evitaríamos determinados pecados e romperíamos com determinadas práticas, para logo depois sermos flagrados repetindo essas mesmas coisas? Quantas vezes já nos desesperamos da própria vida, achando que jamais conseguiríamos conviver com nossas mazelas? Quantas pessoas, asfixiadas pelas crises, não conseguem enxergar uma luz de esperança no túnel do tempo e se atiram no abismo do suicídio porque não conseguem superar suas fraquezas? E importante ressaltar que a maior fraqueza consiste na confiança infundada em nossa pretensa força. Diz o apóstolo Paulo que, quando somos fortes, aí é que somos fracos. A nossa ruína está no fato de confiar em nossa força. Não há perigo mais avassalador do que viver alicerçado nesta ilusão de que somos fortes. Aqueles que confiam em seus próprios recursos são os que naufragam, pois a soberba precede a ruína. A altivez é a ante-sala da queda. Na verdade, somos fracos. Temos fraquezas morais profundas. Muitas vezes, combatemos nos outros aquilo que praticamos. Censuramos nos outros aquilo que agasalha­mos no coração. Da mesma maneira, nossa fraqueza espiri­tual é evidente. Sempre que tentamos ostentar uma fachada de piedade, estamos, na verdade, escondendo nossa mediocridade. Quando proferimos palavras carregadas de religiosidade em tom presunçoso, muitas vezes estamos trajando a capa do farisaísmo. Aos olhos de Deus, nossa pretensa força é fraqueza consumada, e nossa justiça própria, como trapos de imundícia. A teologia que ensina que o homem tem a força, que o homem é um ser divino em miniatura, que o poder para uma vida bem-aventurada emana de dentro do próprio homem é uma falácia. Todo homem tem os pés de barro. Todos temos nosso calcanhar de Aquiles. Todos temos fraquezas. A lenda grega diz que Tétis segurou seu filho Aquiles pelo calcanhar para mergulhá-lo num rio do Egito, cujas águas o tornariam invencível. Tétis queria contrariar um oráculo que dizia que seu filho morreria na guerra de Tróia. Muitos anos depois, numa batalha, ele foi morto com uma flecha cravada no calcanhar, exatamente o ponto que não fora imerso no rio. Essa lenda retrata a verdade de que todos somos vulneráveis. Não há nenhum ser humano poderoso, autossuficiente, capaz de triunfar sobre o mal sustentado em sua própria força ou virtude. Deus conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Um fato glorioso que merece ser destacado é o de que Deus não nos abandonou nem virou seu rosto por nossas fra-quezas. Não desistiu de nós por nosso fracasso. Não nos esmagou nem nos esbofeteou ao flagrar-nos na contramão de sua vontade. Não nos rejeitou nem nos condenou ao ver-nos caídos. Não nos deixou entregues a nossa própria sorte. Não sentiu nojo de nossa imundícia. Não escondeu seu rosto santo de nós por nossa feiúra existencial. Não nos desamparou, não esmagou a cana quebrada nem apagou o pavio que fumega. O apóstolo Paulo diz que o Espírito nos assiste em nossas fraquezas. Ele se solidariza com o sofrimento humano. Nosso Deus é sensível, amoroso e sofre conosco. Ele se encurva para descer até nós e carregar nosso fardo pesado. Quando nos sentimos cansados, nos toma no colo. Fortalece-nos quando nossa sensação é de fraqueza. Deus nos consola quando a tristeza nos encurrala, e alivia a nossa carga quando o peso da vida nos pressiona além da conta.
Boletim nº58

Maravilhosa Graça

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” 
(Efésios 2:8-10)
Philip Yancey afirma em seu livro “Maravilhosa Graça” que as palavras têm a tendência de se estragar com o passar do tempo como carne deteriorada. Entretanto, ele diz, que a palavra Graça como termo teológico expressivo não se corrompeu. Ele a chama de “a última palavra perfeita” porque todos os usos que se conse- gue encontrar para ela retém um pouco da gloria original. Por ser ele um escritor Norte Americano, disse que é ela, a Graça, é quem sustenta sua “orgulhosa civilização americana” fazendo-os lembrar de que todas as coisas boas não vêm de nossos próprios esforços, e sim pela graça de Deus. Para ele embora com todo avanço Secular, as raízes princi- pais de sua Nação ainda se estendem para a graça. E demonstra como essa palavra é utilizada: Muitas pessoas “dão graças” antes das refeições, reconhecendo diariamente o pão como dádiva de Deus. Diz ele. Somos gratos pela a bondade de alguém, sentimo- nos gratificados com boas notícias, congratulados quando temos sucesso, graciosos hospedando amigos. Quando uma pessoa nos serve bem, deixamos uma gratificação. Na Inglaterra, alguns usos evidenciam explicitamente a fonte teológica da palavra. Os súditos britânicos dirigem-se à realeza uti- lizando a expressão “Sua Graça”. Os estudantes das universidades Oxford e de Cambridge podem “receber uma graça” que os isenta de certas exigências acadêmicas. O Parlamento declara um “ato de graça” para perdoar um criminoso.Philip Yancey afirma também que aprendemos a respeito de uma palavra com o seu antônimo. Palavras como “caiu em desgraça” quando se comete um erro. “Seu ingrato” quando se tem o desejo de insultar uma pessoa apontando a carência de graça. Ou, pior ainda, dizemos: “Você é uma desgraça”. Alguém realmente desprezível que não tem “a menor graça”. Palavras como Xaris Xarisma, (karis, karisma) são cheias de significados para nós cristãos, carregam a essência do evangelho, pois nos fazem saber, que toda a manifestação de Deus em prol da sua criatura, o homem a mulher, é presente imerecido, é dom gratuito, é graça. Pensar teologicamente é caminhar em direção, à compreensão de que somos todos frutos da graça de Deus. E que a nossa condição humana hoje, nos tornam ainda mais dependentes dela. Teologizar talvez seja buscar compreender a graça de Deus, em um mundo sustentado por essa graça, e que tão pouco é agradecido por Ela. Por isso manifesta-se muito pouco em graça. Só é grato quem compreendeu a graça! Manifesta a graça, corações motivados pelo o Deus da Graça.
Pr. Aimoré Costa
Boletim nº55

Simão filho de João, tu me amas?


“Assim, após tomarem o desjejum, Jesus questionou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais que estes outros?” Respondeu ele: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo.” Jesus o encarregou: “Cuida dos meus cordeiros.” 
(Jo 21: 1-3, 15-17)
Dias atrás me peguei cantando uma música que dizia: “Me faltam palavras para expressar o meu amor por ti Senhor...” de repente fui confronta- do com a pergunta Aimoré tu me amas? Confesso que fiquei sem pala- vras, ao mesmo tempo que comecei a refletir no que estava cantando e me entristeci. Pois eu sempre tive grande dificuldade de dizer, “eu te amo” para alguém, se isso não fosse algo que eu estivesse realmente sentindo. Sempre tive a concepção de que declarar; eu te amo, para alguém é o resultado de um sentimento profundo e verdadeiro, algo meio incontrolável. É você ser movido pelo desejo de esta junto, ter admiração, desejar fazer feliz a pessoa amada e quando alguém te perguntar por que você faz isso ou sente isso a única resposta mais próxima deste sentimento é “eu a amo!” Alguém pode dizer: “ah mais isso não é amor é paixão”! Mas, entendo que uma paixão saudável faz parte do amor e isso não apenas num relacionamento entre um homem e uma mulher, mas, entre eu e meu próximo, porquanto, acredito que a paixão não diz respeito apenas à sexualidade, porém creio que ela é o grande fogo impulsionador de muito das nossas atitudes, e realizações, portanto amor tem que ter paixão. Por tudo isso, quando Deus me pergunta: “tu me amas”? Tendo em vista o pouco do que eu entendo o que é amar, a única resposta que eu posso dar com sinceridade é a mesma que Pedro deu: “Senhor tu sabes que eu apenas gosto de ti!” Porque assim como Marta eu estou mais preocupado com os afazeres periférico do que com a necessidade de te contemplar,te adorar e te ouvir como fez Maria, e tu mesmo dissestes ela escolheu a melhor coisa. (Lc 10. 38-42). Porque assim como Pedro que se deixou levar pela desmotivação e preferiu ir pescar ao invés de perseverar nas tuas palavras e no teu comissionamento assim sou eu. (Jo 21.3). Porque assim como aqueles homens que ficaram arranjando justificativas para não responder ao teu chamado assim também o faço. (Lc 9.59-62). E muitas vezes me pareço mais com Judas do que com o discípulo amado. Contudo eu te glorifico, porque tu me amas incondicionalmente e queres me restaurar, assim como fizeste com Pedro que te negou por três ve- zes, o perdoando e o transformando em um homem que te amou e viveu para ti. “Senhor tu sabes que eu apenas gosto de ti, mas me ensina te amar”
Pr. Aimoré Costa
Boletim nº54

Como Usar Adequadamente Seu Tempo

Efésios 5:16

Introdução: Um dos grandes problemas dos nossos dias tem sido uma suposta falta de tempo para realizar todas as coisas que gostaríamos de fazer. As coisas estão evoluindo de uma forma tão rápida, e tem exigido de nós essa mesma velocidade. Estamos sempre, muito sobrecarregados com as exigências do nosso trabalho, estudos, afazeres domésticos, mal temos tempo para o lazer, para nossa família, muito menos para Deus, ou seja, o nosso tempo é tão curto que precisaríamos de no mínimo, 48 horas por dia para tudo isso. Será que Deus se enganou nos dando apenas 24 horas diária? Ou será que temos sido negligentes no uso dessa grande dádiva recebida Dele, que é o tempo? São essas perguntas que nós vamos tentar responder através dessa reflexão. Saber se estamos usando com sabedoria o nosso tempo, tão precioso, e na maioria das vezes, nem nos damos conta disso.Uma definição de tempo: O tempo já foi definido como: “um intervalo durante o qual as coisas acontecem”. Então podemos deduzir que a qualidade da vida de uma pessoa se revela, pelo o que acontece durante esse intervalo. A parcela determinada pelas circunstancia: Há uma parcela do nosso dia que já são determinadas pelas circunstancias, como, horário de trabalho, hora de sono e o tempo gasto com as refeições. Fazendo-se um calculo temos em media, oito horas de sono, três horas gasta com as refeições e atividades sociais, dez horas para o transporte e trabalho, em cinco dias da semana, nos restando não menos que trinta horas semanais supostamente não planejadas. O que acontece a elas? Como usar bem o tempo restante? “O caráter e a carreira de um jovem, se determina, em grande parte, pela maneira, e com quem, ele gasta seu tempo livre”. J. Oswald Sanders. Embora a maioria de nós não esteja despontando para vida, essa é uma afirmação que tem grande valor, para nos levar, a refletirmos, se estamos gastando nosso tempo livre de maneira adequada. “Minutos e horas podem ser transformados em vida abundante e rica”. J. Oswald Sanders. Nós não podemos determinar as horas de trabalho, porque elas já foram determinadas para nós, com tudo podemos determinar o que faremos antes e depois. E a maneira com que usamos este tempo fará de nós uma pessoa medíocre, ou uma celebridade. Sendo assim as horas de lazer pode constituir uma oportunidade gloriosa, ou um perigo sutil. “Cada instante do dia é um presente de Deus, e deveria ser economizado avaramente, porque tempo é vida medida para nós, para o trabalho” J. Oswald Sanders. Nossas horas do dia continuaram a serem consumidas, mas, podem ser utilizadas produtivamente e com um propósito. O filósofo William James afirmou que a maior utilidade da vida de alguém é ser gasta em algo que pode sobreviver a ela, porque o valor de uma vida não é calculado pela sua duração, mas por sua doação; não importa quanto vivemos, mas sim, a integralidade e a qualidade de nossa vida. Embora saibamos que o tempo que temos é tão precioso, e como pode ser usado tão potencialmente; não há riqueza que dissipemos tão impensadamente. Se formos mais cuidadosos no uso meticuloso de nossos dias, aprenderemos a aproveitar no máximo cada oportunidade, e chegaremos à constatação que o que nos falta não é tempo, e sim sabedoria para usar melhor nosso tempo disponível. O que fazer para usar melhor nosso tempo? (Eclesiastes 3.1) Priorize. “Nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”. Visto a luz de uma época agitada, e sob pressão terrível, como a nossa, torna-se total- mente desinteressante assumirmos qualquer responsabilidade extra, tomar decisões? Não! Prefiro que outro o faça! Ou então, deixemos para amanhã este assunto! Evidente- mente com estas atitudes acabamos caindo nas armadilhas da procrastinação, a grande ladra do tempo, e uma das armas mais poderosas nas mãos do diabo, para defraudar o homem de sua herança eterna. Sua sutileza e poder jazem no fato de que corresponde perfeitamente bem às nossas aspirações naturas, e relutância nata, contra decisões im- portantes. A tomada de decisões e implementação delas sempre envolve considerável esforço moral. Contudo ao invés de tornar este esforço mais fácil, o passar do tempo e- xerce um efeito contrario: piora as coisas. Amanhã será mais difícil ainda tomar a decisão. Além disso, as circunstâncias podem ter mudado tanto que será demasiado tarde para que aquela decisão seja agora vantajosa. Não será mais fácil agarrar as oportunidades mais tarde. Agarre-a já.
Conclusão: Podemos considerar que o tempo é uma grande bênção de Deus, recebemos dele o suficiente para vivermos uma vida abundante, resta-nos agora sabermos “remir o tempo” e aproveitar no máximo as oportunidades. Contudo esse é um presente de Deus o qual ele espera que possamos usá-lo para anunciar o seu Reino, que ultrapassa os limites do mesmo. Nunca diga não tenho tempo, e sim preciso verificar o tempo disponível, em vista das prioridades.(extraído do livro Liderança Espiritual de J. Oswald Sanders)
Boletim nº53

Estudo sobre Adoração



Propósito deste estudo: Levar a igreja a uma reflexão séria acerca do assunto, e incentivar uma tomada de atitude, para que a mesma viva uma adoração genuína a Deus. O que se entende como adoração??? Definição e propósito da Adoração
“Adoração é a atividade de glorificar a Deus em sua presença com nossa voz e com nos- so coração.” (Wayne Gruden) Nessa definição podemos observar que adorar é um ato que glorifica a Deus. Apesar de se esperar que todos os aspectos de nossa vida glorifiquem a Deus, a definição especifica que adoração é algo que fazemos especialmente quando estamos na presença de Deus, quando estamos conscientes que cultuamos de coração e quando o louvamos com a voz e dele falamos para que outros o ouçam. (Cl. 3.16) Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração. Portanto, adorar é uma expressão direta do nosso principal propósito na vida de “glorificar a Deus e gozá-lo plena e eternamente” (Is. 43.7). Direi ao norte entegue-os! E ao sul: Não os retenhas. De longe tragam os meus filhos, e dos confins da terra as minhas filhas; todo o que é chamado pelo meu nome, a quem criei para minha gloria, a quem formei e fiz. Quando refletimos sobre isso, devemos lembrar que Deus é digno de adoração e de que nós não somos. (Ap. 22. 8-9) Eu, João, sou aquele que ouviu e viu estas coisas. Tendo-as ouvido e visto, caí aos pés do anjo que me mostrou tudo aquilo, para adorá-lo. Mas ele me disse: “Não faça isso! Sou servo como você e seus irmãos, os profetas, e como os que guardam as palavras deste livro. Adore a Deus!” É por essa razão que Deus é Zeloso de sua própria honra, a qual ele corretamente busca. Ele diz: “Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso” (Êx. 20.5) e “Minha glória, não dou a outrem” (Is. 48.11).
Porque Deus é digno de adoração e quer ser adorado, tudo em nossos cultos de adoração deve ser planejado e feito não para chamar a atenção para nós mesmo nem para trazer-nos glória, mas sim para chamar atenção para Deus e para levar as pessoas a pensarem a respeito dele. (Ap. 4. 11) 10 os vinte e quatro anciãos se prostram diante daquele que está assentado no trono e adoram aquele que vive para todo o sempre. Eles lançam as suas coroas diante do trono, e dizem: 11 “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas”. Ou seja, muitas vezes nos questionamos a respeito de como vai ser lá no céu, como é que iremos viver lá? Eu não sei como vai ser, no entanto, alguns relatos bíblico de pessoas que tiveram visões e revelações, falam que os seres que lá vivem estão em continua adoração a Deus, daí pode se ter a ideia da importância da adoração e como isso faz diferença para em nosso relacionamento com Deus. A adoração genuína nos traz muitos benefícios e a igreja deve procurar adorar a Deus de uma forma verdadeira e intensa.
As consequências da adoração genuína
Alegramo-nos em Deus: (At. 2: 46-47; Lc. 24: 52-53; Ap.4: 8; Sl. 27: 4) Porque a presença de Deus nos alegra, traz-nos, paz ao coração, nos motiva e fortalece nossa fé.
 Aproxima-nos de Deus: (Hb. 9: 1-7; 10: 19-20; 12: 18-24; Tg.4:8; 2Cr. 5: 13-14; Sl. 22:3) Porque Deus habita em meio aos louvores, quando esses são entoados com vozes, palmas, instrumentos, mas  principalmente quando acrescentando com atitude de um coração grato e humildemente reverente a Deus. Deus alegra-se em nós: (Gn. 1: 31; Is. 62: 3-5; Sf. 3: 17) Desde o principio Deus se alegrou na sua criatura, porém a queda do homem afastou o homem Dele nos colocando numa situação de reprovação. No entanto quando nos arrependemos, e nos voltamos para Deus e o adoramos em espírito e verdade Ele se alegra em nós.
 Deus ministra a nós: (1Co. 14: 26; Cl. 3: 16; Ef. 5: 5:19; Hb. 10: 24-25; 4:16; 1Pe. 2: 5; 2Co.3: 18) Quando nos achegamos a Deus com o coração contrito e quebrantado Ele ministra a nós e nos restaura e nos edifica.
Os descrentes sabem que estão na presença de Deus: (1Co. 14: 23, 25; At. 2: 11) Quando Deus se manifesta no meio da igreja todos os presentes são tocados pelo quebrantar do seu Espírito e reconhecem sua condição de pecador. Os inimigos do Senhor fogem: (2Cr. 20: 21-22) O louvor genuíno quebra cadeias, liberta e faz com que as forças malignas fujam. Tamanho poder!
 Conclusão: (Jo.4: 23-24; Lc. 1: 46-47; Is. 6: 3; 1Jo. 4: 20; Mt. 5:8; 1Tm.2:8) “A adoração é uma atitude espiritual e precisa ser efetuada pelo poder do Espírito Santo em nós.” (Wayne Grudem)
 Para que o Espírito Santo atue em nossas vidas precisamos estar com nossos corações puros e disponíveis para a ação de Deus.
Boletim nº52

O camponês e o Guerreiro

“Há caminhos que ao ser humano parecem ser as melhores opções de vida, mas ao final conduzem à morte".(Pv 14: 12)
Conta-se que na China, na época em que vivia Confúcio, um camponês que morava à beira de uma estrada no alto da montanha no ducado de Lu teve, certa vez, um encontro inusitado. Ele estava trabalhando em sua roça quando avistou uma quadriga que se aproximava. Eram quatro cavalos do tipo que o camponês nunca tinha visto: fortes, altos, pelos liso e brilhante. A quadriga era conduzida por um forte guerreiro, que de pé sobre o carro de guerra controlava os cavalos. Chegando próximo ao camponês, o guerreiro parou a quadriga e perguntou-lhe: Qual é o caminho que leva ao reino de Chou? O camponês, ainda admirando a maravilha do carro e sua quadriga, ia começar a dizer que o guerreiro precisava fazer meia-volta, pois Chou ficava justamente na direção oposta àquela que ele estava andando. O guerreiro nem deixou o camponês falar e começou a elogiar seus cavalos: Estás vendo estes animais? Não existem no mundo cavalos iguais a estes, tão fortes, tão saudáveis, tão bem domados. Com eles posso andar três dias sem descanso. Posso colocar o peso que quiser em cima do carro que eles aguentam puxar. Nada consegue deter estes animais. E o camponês, olhando com atenção os animais de fato inigualáveis, ia dizendo que o guerreiro precisava tomar o caminho aposto, mas foi logo interrompido, estás vendo as rodas do meu carro? Feitas com a melhor madeira mais nobre e resistente que conheço.O entalhador de madeira que as fez levou anos para deixá- las assim tão perfeitas. Na verdade, com estas rodas em meu carro, não temo estrada alguma. Podem vir buracos, pedras, alagadiços, fendas ou inclinações: nada é capaz de quebrar ou enviesar estas rodas. O camponês observa que as rodas são realmente um primor. Entalhadas sem qualquer defeito. Redondas como que por natureza. E ia dizer que o guerreiro devia tomar a direção contrária, quando este começou a falar de seu carro. E observe meu carro de guerra: nele sinto-me preparado para qualquer batalha. É feito de tal madeira que estou sempre bem equilibrado, as peças são todas encaixadas perfeitamente e foi pensado em tudo: o lugar para amarrar as rédeas, para colocar minha provisão, para guardar a espada, o escudo, a lança. Não, aqui não falta nada. E observe a testada de madeira: feita para aguentar qualquer tranco no campo de batalha. O camponês olhou os detalhes e viu que nada ali estava fora do lugar. Realmente invejável. E quando ia dizer que o caminho a ser tomado era o oposto, o guerreiro despediu-se dizendo:- Não, quem tem uma quadriga e um carro assim, não teme nada. E tocou seus cavalos, saindo em disparada. E o camponês gritou em vão: - Mas Chou fica na direção contrária.
(Histórias para dinamizar Reunioes; Volney J. Berkenbrock; Ed. Vozes; 2a edição)
Boletim nº48

Desejando Deus.


Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.(Sl 73: 25-26)

Deus não precisava criar o homem, mas nos criou para a sua própria glória! Quando ouvimos frases como estas, podemos chegar a duas conclusões: Ou Deus é um ser extremamente vaidoso; ou somos grandes privilegiados por tal fato. Se fizermos algumas investigações sérias na Palavra sobre o caráter de Deus e de Seus atributos e sobre a sua pessoa chegaremos à conclusão que Deus realmente não precisa de nós para nada. Ele é autossuficiente, é um ser independente, se autossatisfaz no seu relacionamento trinitário há um eterno e perfeito amor e comunhão entre os membros da Trindade. Constatando tudo isso nos surge a per- gunta: Então porque Deus nos criou? Porque o homem foi criado? E porque Deus criou tudo o que contemplamos? E qual nosso propósito de vida? Como já afirmamos na Bíblia destacamos várias passagens que nos ensinam que Deus não precisa de nós para nada como este texto de Isaías: “Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento? Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima. Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos. Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã.” (Isaías 40:13-17). Porém nós e o restante da criação o glorificamos e lhe damos alegria. Precisamos compreender que Deus não nos criou porque estava só e ou porque precisasse da comunhão de outras pessoas, ou por egoísmo, ou por vaidade. O fato é; Deus não precisava de nós por motivo nenhum. Contudo, Deus nos criou para a sua própria glória (Is 43:7; Ef 1:11,12), portanto devemos fazer tudo para a glória de Deus (Co 10:31). Essa constatação garante a relevância da nossa vida. Percebendo que Deus não precisava nos criar, e que não precisava de nós para nada, poderíamos concluir que nossa vida não tem a menor importância. Mas as Escrituras nos dizem que fomos criados para glorificar a Deus, indicando que somos importantes para o próprio Deus. Essa é a definição final da verdadeira importância ou relevância da nossa vida, ou seja, se somos de fato importantes para Deus por toda a eternidade, então que maior medida de importância ou relevância poderíamos querer? O fato de Deus ter nos criado para sua própria glória determina a resposta correta para pergunta: Qual o nosso propósito na vida? Nosso propósito deve ser cumprir a meta para que Deus nos criou: glorificá-lo. Quando falamos com respeito ao próprio Deus isso resume todo o nosso propósito de vida? Mas quando pensamos nos nossos próprios interesses, fazemos a feliz descoberta de que devemos nos alegrar em Deus e encontrar prazer no nosso relacionamento com ele. Portanto, a atitude normal do cristão é alegrar-se no Senhor e nas lições de vida que Ele nos dá. Dizem-nos a Escritura que, quando glorificamos e desfrutamos a Deus, ele se alegra conosco: “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus” (Is 62.5) em Sofonias lemos: “Se deleitará em ti com alegria; regozijar-se-á em ti com júbilo. Os que estão entristeci- dos por se acharem afastado das festas solenes, eu os congrega- rei” ( Sf 3.17-18). Com isso, constatamos e evidenciamos que viveremos mais e plenamente se desejarmos profundamente mais a Deus e com nossas vidas o glorificá-lo.
Pr. Aimoré Costa
Bibliografia: Grudem, Wayne Teologia Sistemática. Ed. Vida nova