28 de set. de 2013

Maravilhosa Graça

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” 
(Efésios 2:8-10)
Philip Yancey afirma em seu livro “Maravilhosa Graça” que as palavras têm a tendência de se estragar com o passar do tempo como carne deteriorada. Entretanto, ele diz, que a palavra Graça como termo teológico expressivo não se corrompeu. Ele a chama de “a última palavra perfeita” porque todos os usos que se conse- gue encontrar para ela retém um pouco da gloria original. Por ser ele um escritor Norte Americano, disse que é ela, a Graça, é quem sustenta sua “orgulhosa civilização americana” fazendo-os lembrar de que todas as coisas boas não vêm de nossos próprios esforços, e sim pela graça de Deus. Para ele embora com todo avanço Secular, as raízes princi- pais de sua Nação ainda se estendem para a graça. E demonstra como essa palavra é utilizada: Muitas pessoas “dão graças” antes das refeições, reconhecendo diariamente o pão como dádiva de Deus. Diz ele. Somos gratos pela a bondade de alguém, sentimo- nos gratificados com boas notícias, congratulados quando temos sucesso, graciosos hospedando amigos. Quando uma pessoa nos serve bem, deixamos uma gratificação. Na Inglaterra, alguns usos evidenciam explicitamente a fonte teológica da palavra. Os súditos britânicos dirigem-se à realeza uti- lizando a expressão “Sua Graça”. Os estudantes das universidades Oxford e de Cambridge podem “receber uma graça” que os isenta de certas exigências acadêmicas. O Parlamento declara um “ato de graça” para perdoar um criminoso.Philip Yancey afirma também que aprendemos a respeito de uma palavra com o seu antônimo. Palavras como “caiu em desgraça” quando se comete um erro. “Seu ingrato” quando se tem o desejo de insultar uma pessoa apontando a carência de graça. Ou, pior ainda, dizemos: “Você é uma desgraça”. Alguém realmente desprezível que não tem “a menor graça”. Palavras como Xaris Xarisma, (karis, karisma) são cheias de significados para nós cristãos, carregam a essência do evangelho, pois nos fazem saber, que toda a manifestação de Deus em prol da sua criatura, o homem a mulher, é presente imerecido, é dom gratuito, é graça. Pensar teologicamente é caminhar em direção, à compreensão de que somos todos frutos da graça de Deus. E que a nossa condição humana hoje, nos tornam ainda mais dependentes dela. Teologizar talvez seja buscar compreender a graça de Deus, em um mundo sustentado por essa graça, e que tão pouco é agradecido por Ela. Por isso manifesta-se muito pouco em graça. Só é grato quem compreendeu a graça! Manifesta a graça, corações motivados pelo o Deus da Graça.
Pr. Aimoré Costa
Boletim nº55

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