O CARÁTER DO CRENTE
“Fome e sede não são sensações passageiras”
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”(Mt 5.6)
A obrigação do crente consiste em encarar a vida neste mundo à luz do Evangelho: e, conforme este evangelho, a grande dificuldade da humanidade não é alguma manifestação particular do pecado, e sim, é o pecado propriamente dito. É natural sentir-nos aflitos e até mesmo ansiosos por conta do estado do mundo e da ameaça de possíveis conflitos entre nações. Entretanto a maneira mais certa de evitarmos tais calamidades consiste em darmos a devida atenção a palavras como estas afirmadas por Jesus Cristo: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Evidentemente se cada homem e mulher neste mundo soubessem o que significa ter “fome e sede de justiça”, então não haveria perigo de explodirem conflitos armados. Esse é o único caminho para a verdadeira paz. Toda a diplomacia do mundo e eventualmente suas considerações não exploram a fundo o problema. É duro de pensar, mais desperdiçamos grande soma de tempo, bem como o tempo de Deus, com nossas conjecturas e sentimentos humanos ao invés de tomarmos a sério a Palavra do Senhor. Mas se cada ser humano soubesse o que quer dizer “ter fome e sede de justiça”, então esse problema seria prontamente solucionado. A maior necessidade do mundo atual é um maior número de crentes, de crentes individuais. Não individualistas, mas, indivíduos sinceramente crentes. Se todas as nações fossem formadas por indivíduos assim, então, ninguém precisaria temer o uso da bomba nuclear, e nem qualquer outro tipo de armamento. A maior tragédia da humanidade é sua condição de pecado e afastamento de Deus. O que efetivamente exalta uma pessoa ou uma nação é a retidão e a coisa mais importante que nos compete fazer é descobrir o significado do termo “justiça”, utilizada nesta “bem-aventurança. Nesta declaração do Sermão do Monte, deparamo-nos com outra característica do crente com uma nova descrição do individuo que segue ao Senhor. Encontramos aqui uma ótima resposta para aqueles problemas que temos considerado. Já fomos ensinados que devemos ser “humildes de espírito”, que precisamos “chorar”, e também que devemos ser “mansos”. Nesta passagem bíblica encontramos resposta para tudo isso. As passagens anteriores vinham impelindo-nos a olhar para nós mesmos, a examinarmos a nós mesmos neste versículo, entretanto, começamos a procurar alguma solução. Ao olharmos para nós mesmos num auto-exame consideramos nosso total desamparo e impotência, nossa completa penúria de espírito, nossa falência quanto a todas as questões espirituais. Ora, tendo perscrutado o nós mesmo, virmos o pecado em nosso interior. O qual macula a perfeita criação do homem efetuada por Deus, então, o que seria ter “fome e sede de justiça”? Penso que ter “fome e sede de justiça” é desejar ardentemente nos ver livres dos sentimentos e desejos pecaminosos é também ansiar por fazer nós mesmo o que é justo e reto. Sabemos que somos justificados em Cristo Jesus, mas, ter “fome e sede de justiça” é não nos conformarmos com a natureza do pecado. Todos estes, que tem “fome e sede de justiça” têm a crescente satisfação de saber que estão avançando e não bloqueando os propósitos de Deus em nós. “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo de imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.”(Is 64.6)
O que, fará de nós pessoas mais justas?