“No último dia, o mais solene dia da festa, Jesus colocou-se em pé e clamou em pranto: “Se alguém tem sede, deixai-o vir a mim para que beba. Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” Mas Ele se referiu ao Espírito que, mais tarde, receberiam os que nele cressem; pois o Espírito Santo até aquele momento não fora concedido, porque Jesus não havia sido glorificado. Então, muitos dentre a multidão, quando ouviram essas palavras, disseram: “Verdadeiramente este é o Profeta.” Outros concluíram: “Este é o Messias.” Mas, alguns divergiram: “Como pode o Cristo Vir da Galiléia? (Jo 7:37-41)
Não pode haver nada melhor do que uma grande celebração! Um grande dia de festa entre amigos e familiares. Festejar o aniversário, a conquista, o nascimento do bebê, a aprovação na faculdade, o casamento etc... é muito bom! Nestes momentos nos divertimos, damos risadas, cantamos, dançamos, comemos e bebemos; porque o que mais queremos é celebrar. Talvez, seja nestes momentos que achamos que a vida tenha realmente valor. É interessante pensar, que, festejar é algo realmente bom, pois vemos nas Escrituras Sagrada que o próprio Deus instituiu algumas festas para o seu povo; Deuteronômio 16:16:“Três vezes no ano todo o homem entre ti aparecerá perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos pães ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR”. Creio que a intensão de Deus era que por meio das festas, o povo guardasse no coração e na mente toda a realização e cuidado de Deus para com eles e demonstrassem gratidão. Entretanto, todos nós sabemos, que toda festa por mais duradoura que seja uma hora acaba e muitas vezes a realidade pós-festa é bem diferente de uma celebração. E não raras vezes a disposição que era de alegria e jubilo dão lugar a sentimentos de tristeza e dor. Acredito que Deus quer nos ver felizes, não apenas com uma alegria passageira, momentânea, mas felizes de tal maneira que independente da situação que estejamos, possamos ainda assim achar motivos para jubilar. A salvação em Cristo Jesus é grande fonte dessa alegria. O Dr. Werner de Boor comentando João 7.38 disse: “Em toda a Bíblia constitui uma regra fundamental de Deus; que ele em parte alguma concede sua maravilhosa dádiva apenas para a bênção e felicidade da própria pessoa do receptor, mas que sempre tem na mira o serviço eficaz contínuo a favor de outros. E esse serviço não é um fardo nem uma restrição deprimente da graça, e sim o ápice maior. Não apenas ter saciada a própria sede, mas ser fonte para outros, não apenas beber, mas poder saciar a sede de outros, não somente receber vida, mas dar vida adiante, isso constitui de fato o cumprimento mais glorioso de um anseio por vida plena.” Ser salvo e gozar de uma vida plena, essa vida traz alegria plena entretanto como o próprio Cristo falou ela tem que fluir como rios de água viva.
Pr. Aimoré Costa

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