18 de nov. de 2011

Discipulado e Relacionamento

João 17:23
Muitos tem confundido discipulado com um curso em cujo currículo contenha uma série de informações e doutrinas. Não foi esse o discipulado que Jesus realizou. Se fossemos analisar tecnicamente o discipulado de Jesus veríamos várias deficiências, no entanto, os resultados provam que ele foi eficaz. A razão pela qual esses resultados foram tão favoráveis é que Jesus priorizou por ajudá-los a viver um relacionamento com o Pai. A base de todo o nosso crescimento espiritual é nutrir um relacionamento pessoal e intenso com Deus. Como falamos na semana passada a pura e simples absorção de conhecimento não transforma pessoas em discípulos é preciso conhecer a Deus e reconhecê-lo como Senhor. Jesus afirmou que veio para revelar o Pai, Ele enfatiza que esta era sua missão aqui na terra. (João17:3) No verso 23 deste capitulo Jesus ressalta a importância de uma unidade espiritual. De certa forma Ele nos convida como igreja a participarmos da vida de Deus, a sermos um com a trindade.O discipulado de Jesus baseia-se num relacionamento mais intimo com Deus que como conseqüência prática nos leva a uma atitude mais solidária com as pessoas ao nosso redor. Uma das marcas do discipulado cristão é o amor mútuo. A comunhão é essencial a vida dos discípulos, como nos ensinam vários textos do Novo Testamento.

  1. Aceitem-se uns aos outros. (Romanos 15:7)
  2. Tenham igual cuidado uns pelos outros. (I Coríntios 12:25)
  3. Edifiquem-se uns aos outros. (I Tessalonicenses 5:11)
  4. Ensinem e aconselhem uns aos outros. (Colossenses 3:16)
  5. Sirvam uns aos outros. (Gálatas 5:13-14)
  6. Levem os fardos pesados uns dos outros. (Gálatas 6:2)
  7. Sejam mutuamente hospitaleiros. (I Pedro 4:9)
  8. Orem uns pelos outros. (Tiago 5:16)
O objetivo principal do discipulado de Jesus é que através do nosso relacionamento com Deus nos tornemos semelhantes a Ele restaurando em nós a imagem de Deus ofuscada pelo pecado.

31 de out. de 2011

Serviço, o Amor que se Pode Tocar

Mateus 5:16
Durante estes últimos domingos temos falado sobre os propósitos de nossa igreja que na realidade são os propósitos de Deus para as nossas vidas. Cremos que Deus nos criou para realizarmos coisas que glorifiquem seu nome. Com a introdução do pecado na humanidade este propósito continua sendo o sonho de Deus para todos, por isso agora em glorificando a Deus estamos também levando outras pessoas a compreenderem o propósito de suas vidas. Falamos sobre os propósitos que dizem respeito a nossa relação como irmãos e como proclamadores da graça, porém, Jesus sabia que por conta da incredulidade do homem se fazia necessária uma demonstração mais concreta do amor de Deus nos convocando para sermos os agentes desta demonstração. (Mateus 5:16) Jesus declara que não veio para ser servido, mas, para servir, princípio que infelizmente, por vezes, tem sido esquecido, até mesmo no contexto da igreja. Quando este principio é praticado o impacto na sociedade é inevitável atraindo a atenção para aqueles que o praticam. Temos duas opções neste caso, aceitarmos a glória ou levarmos as pessoas a glorificarem a Deus usando a oportunidade para apresentarmos a Cristo como o “filho de Deus” que nos motiva a seguirmos o seu exemplo de servo.(Marcos 10:42-45) Não servimos por desejarmos uma recompensa, mas, porque já recebemos esta recompensa e a palavra nos diz que para isso fomos salvos. (II Tim. 3:16-17) Todas as carências do ser humano são conseqüências do seu afastamento de Deus, e é neste contexto que somos chamados a mostrar o benefício de viver sob sua orientação.  Servir é exercitar o caráter de Cristo em nós, é abrir mão de tempo e conforto em favor do outro.Ao servir sem uma intenção proselitista a igreja demonstra que não está em busca de adeptos que se transformarão em mantenedores de uma organização e sim de levar as pessoas a compreensão de que Deus as ama e quer transformá-las em agentes do seu amor.
Pastor Osvaldo Moreira

22 de out. de 2011

Discipulado, Não Condicionamento.

I Coríntios 2:1-5 

Vivemos em um mundo com carência de referenciais positivos e é neste contexto que somos desafiados a influenciar. Enquanto cristãos não fomos chamados para fazer adeptos de uma religião persuadindo pessoas através de argumentos bem elaborados, mas, a demonstrar a relevância do evangelho como a melhor alternativa para quem quer viver uma vida equilibrada e feliz. Se os princípios ensinados por Jesus não nos fazem melhores e mais felizes, discipularmos seria reproduzir nos outros os nossos fracassos pessoais. Se desejamos transformar a nossa sociedade através do evangelho devemos primeiro permitir que este evangelho nos transforme. Ainda que no processo de discipulado o ensino esteja envolvido não é ele que viabiliza a transformação, uma vez que o saber intelectual não promove o melhoramento do ser humano, se assim fosse não estaríamos presenciando inúmeras catástrofes humanas em tempos de tanto desenvolvimento cientifico. Não precisamos de instrutores ou treinadores de crentes, precisamos sim, de crentes que transpirem a vida de Cristo e exalem o seu perfume impregnando este mundo. Discipular e demonstrar que vale a pena seguir a Cristo, é inspirar outros com a minha vida estimulando-os a servir a servir a Cristo. A persuasão ou demonstração de conhecimento não constrange ninguém ao discipulado e sim a compreensão do sacrifício de Jesus Cristo.  A convicção de que seus princípios mudariam vidas levou Jesus Cristo a não desistir de pregar mesmo sob o risco de ser morto, exemplo que foi seguido por seus discípulos. Paulo poderia ter lançado mão de recursos humanos, que não lhe faltavam, para convencer pessoas a seguirem a Jesus, mas, preferiu deixar-se usar pelo Espírito Santo. A experiência vivida por Paulo na estrada de Damasco desencadeou um processo de transformação que não poderia ser negado por ninguém e ele cria que o mesmo poderia acontecer com todos aqueles que cressem (Romanos 1:16) Vidas impactadas produzem impacto na sociedade. Nenhuma palavra é mais forte do que aquilo que comunicamos através de nossa vida. Vidas transformadas atraem pessoas. Quando pensamos na realidade da igreja enquanto grupo social não podemos deixar de vê-la como viabilizadora de relacionamentos que devem ser direcionados para mutua edificação por isso precisamos nutrir uma convivência edificante praticando um discipulado que não se restrinja ao ensino sistemático, mas que envolva transmissão de vida. Não esquecendo que só podemos dar o que temos. Nada nos estimula mais a mudarmos do que compreendermos que mesmo que não queiramos estamos influenciando pessoas que convivem conosco.Formal ou informalmente todos somos discipuladores. Busquemos viver de tal forma que Deus promova o crescimento da igreja naturalmente sempre alicerçados no amor de Cristo. (Efésios 4:15-16).



Pr. Osvaldo Moreira Filho

2 de out. de 2011

Eu Preciso de Você.


Romanos 12:5
O mundo precisa de uma revolução de amor e bondade e queremos começá-la aqui em nossa igreja e espalhá-la pelo nosso bairro, nossa cidade, sim, por todos os lugares. Todos queremos a nossa  independência, financeira, emocional e física. No entanto, será que é bíblico buscar ser 100% independente. Leia atentamente Romanos 12:5. O texto afirma que somos um corpo em Cristo, pertencemos uns aos outros e precisamos uns dos outros. Deus nos criou para vivermos em comunidade e através dela alcançarmos os seus propósitos. Sempre alguém nos ajuda a percebermos coisas que nos fogem ao controle. Somos uma família e precisamos aprofundar nossos relacionamentos, para isto temos incentivado os pequenos grupos.
Eis alguns motivos pelos quais precisamos uns dos outros:
  • Eu preciso dos outros para crescer espiritualmente - Cl. 2:6
  • Eu preciso dos outros para trabalhar comigo - Ef. 2:10 , Ec. 4:9
  • Eu preciso dos outros para me apoiar - Fp. 2:4
  • Eu preciso dos outros para esperar e chorar comigo - I Pe. 3:8, I Co. 12:26, Rm. 12:15
  • Eu preciso dos outros para testemunhar junto comigo – Jo. 13:35
A nossa vida em amor é o maior testemunho que podemos dar ao mundo. Não é o templo, a música, os sermões que demonstram ao mundo que somos discípulos de Cristo, mas sim, o amor que temos uns pelos outros. Não é fácil viver em comunidade, mas, fomos criados para isto. O preço a ser pago pelo isolamento é muito alto. A fé é uma guerra a ser travada juntos. Fp. 1:27. Todos precisamos uns dos outros. Para andar ao nosso lado, trabalhar conosco, tomar conta de nós. Esperar e chorar conosco, e assim, testemunhar conosco. Incentive as pessoas de nossa comunidade a reunirem-se em pequenos grupos e juntos cumprirmos os propósitos de Deus.


Pr. Osvaldo Moreira Filho ( Baseado na mensagem do Pr.Rick Warren)

15 de set. de 2011

Vencendo o Desafio de Viver em Comunidade


Após a criação Deus fez uma constatação: não é bom que homem viva sozinho!(Gen. 2:18) Com a criação da mulher começava a vida em sociedade. Vivemos para estar com os outros, falar, ouvir e conviver, tanto que, quando alguém somente quer ficar sozinho, pode estar doente. Uma das características da depressão, é justamente o isolamento. O pecado atrapalhou o relacionamento humano planejado por Deus para ser perfeito. Conviver em sociedade passou a ser um grande desafio. Para entender melhor a questão, vale considerarmos três grupos de pessoas que geralmente estão interagindo e se relacionando: os que não sabem dizer "não", os manipuladores e os insensíveis. No primeiro grupo, daqueles que não sabem dizer não estão as pessoas que dizem "sim" para tudo, mesmo em situações que não querem e/ou não podem, e depois ficam magoadas e ressentidas, tristes com as que a estão "obrigando". Há também o caso daquelas muito inseguras e com auto-estima baixa que acham que se disserem um "não" para alguém ou expressarem sua vontade vão perder amizade e/ou carinho. Quem faz parte deste primeiro grupo deve se trabalhar e começar a desenvolver os "nãos" justamente com pessoas queridas e amigas, que vão respeitar e aceitar sua decisão, se "forçam a barra", na verdade não são tão amigas assim. Vale ainda lembrar que o "não" deve ser dito de forma educada, mas firme, sem agressividade. É uma grande conquista. Na vida de Jesus, por exemplo, no primeiro milagre, quando Maria veio lhe dizer que o vinho da festa havia acabado, ele educadamente disse à sua mãe: - Não é preciso que a senhora diga o que devo fazer(Jo 2.4), e não pecou, colocou um limite na própria mãe. O segundo grupo, dos manipuladores, geralmente vai agir sobre aqueles citados no parágrafo anterior. Os manipuladores podem ser divididos em dois subgrupos: os agressivos e os astutos. Este grupo geralmente surge a partir de pessoas que tiveram suas vontades notadamente atendidas quando crianças, não receberam muitos "nãos" e quando recebem, não se conformam e tentam reverter a situação, não lidam bem com as frustrações. Os agressivos são aqueles que "vão para cima da cerca do limite como um tanque de guerra", discutem, argumentam, fazem de tudo para convencer e ter feita a sua vontade. Quando Jesus falou que iria para Jerusalém, por exemplo (Mc 8.33), Pedro logo começou a reprová-lo e tentar convencê-lo a desistir. Jesus, por sua vez, soube colocar bem o limite naquela manipulação: - arreda Satanás, foi sua resposta. Acho que Pedro foi colocado no seu lugar. Os manipuladores astutos são aqueles que usam do sentimentalismo, doenças (reais ou imaginárias), emoção e às vezes até da própria religião para forçar os outros a fazer alguma coisa. Quem já não ouviu a frase: "se você gostasse de mim...". Tiago e João queriam posição especial no reino de Jesus, como eles fizeram o pedido? Usando a própria mãe" (Mateus 20:20-21).
Por fim temos os insensíveis, a pessoa que está tão voltada para si, para suas necessidades, que não percebe que está sendo inconveniente, está invadindo o limite do outro. É preciso que desenvolvamos o bom senso, ou, o "desconfiômetro", para não abusarmos dos limites de alguém. Um bom amigo, o cônjuge, ou alguém de confiança pode ser muito útil para chamar a atenção, ou "dar uns toques", com amor. É preciso também muita humildade para se perceber e mudar.. Em Lucas 7 é relatado que um oficial romano tinha um servo doente. Jesus se propôs a ir até a casa do oficial. Este porém diz que não é preciso, basta apenas uma ordem de Jesus que o rapaz ficaria curado. Muita gente diz que o oficial, por algum motivo não queria que Jesus fosse em sua casa. Jesus, por sua vez, respeita o limite do homem, cura o empregado, mas não vai até a casa. Uma das marcas do cristão é o amor ao próximo, logo quem ama vai respeitar o outro e se fazer respeitar também.

3 de set. de 2011

Refeição em Família

Cear é ter um momento intimo, é desfrutar da companhia, é compartilhar a mesa. Jesus disse aos seus discípulos que desejava muito cear com eles (Lucas 22:15), não só para comer, mas principalmente para partilhar com eles a sua vida. Naquele momento tão especial Jesus ensina-lhes o princípio da mutua sujeição dando o exemplo (Lucas 22:25-27). O tempo passou e chegamos ao século 21, ainda somos igreja, ainda celebramos a ceia, ainda relembramos o sacrifício de Cristo. No entanto, algumas ênfases da primeira ceia tem sido esquecidas. O desejo de Jesus de estar com seus discípulos era muito maior do que de cumprir um ritual religioso judaico. Ele aproveitara a celebração da páscoa para mostrar o verdadeiro sentido daquela celebração, a libertação que traria na cruz (Marcos 14:22). Muitos chamam a ceia de Santa Ceia e esquecem que a ceia não é santa, ela é dos santos. A mesa propicia a comunhão, o olhar no olho, o aproximar-se. É impossível estar a mesa e não ser impelido ao perdão. Na mesa estamos lado a lado, a ao passar o prato ao meu companheiro demonstro a minha iniciativa em suprir-lhe as necessidades. Neste domingo ao celebrarmos a ceia somos levados a refletir sobre todas as implicações deste ato litúrgico. Enquanto memorial, nos leva a lembrar-nos do quanto custou a nossa redenção: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;” (Apoc. 5:9) Enquanto refeição, nos aproxima uns dos outros para desfrutarmos da alegria de sermos família cristã: “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,” (Atos 2:46). A refeição é apenas um pretexto para estarmos juntos, e apesar de ser um bom pretexto não é mais importante que a comunhão. A ceia é mesa que nos aproxima de Deus e uns dos outros, é a grande oportunidade de estarmos lado a lado.




13 de ago. de 2011

Não Basta Dizer, é Preciso Fazer



Não, não construa sua casa na areia/Não, não construa na beira do mar/mesmo que pareça chique é impossível que ela fique/A tempestade a vai derrubar/A rocha é o lugar de construir/O alicerce forte que não vai cair/As tempestades vão e vem/Mas a paz de Cristo tu tens. Esta canção infantil nos traz a mente à seguinte pergunta: Sobre qual alicerce tenho construído minha história? O sermão do monte, o mais famoso (e, em minha opinião o mais completo) compêndio de orientações sobre a vida cristã poderia terminar com a celebre “lei áurea” do cristianismo: “tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas (Mateus 7. 12).” Mas, porem, não termina assim, mas, com uma serie de dualidades – os dois caminhos (7. 13-14), as duas árvores (7. 15-20), as duas profissões de fé (7. 21-23) e os dois construtores (7. 24-29) - O método dos dois vieses era um recurso pedagógico muito comum no judaísmo e na filosofia greco-romana e Jesus aplica aqui para nos orientar quanto a “Prova do Reino”, ou seja, Ele está nos perguntando quanto as nossas atitudes. “De que lado você está?” deixa implícito o Mestre. A resposta poderá nos ser dada quando da nossa avaliação quanto à comparação com um daqueles construtores. Jesus diz que o que fazemos com suas Palavras é o padrão comparativo de com qual construtor nos assemelhamos. A diferença entre eles não está no ouvir, pois ambos ouviram. A diferença esta no praticar, ouvir e fazer ou ouvir e não fazer. O que ouve e faz está construindo sobre a “Rocha”, a qual é o próprio Jesus (Is 28.16). Servi a Jesus e praticar a Sua Palavra é mesma coisa, não há dissociação aqui (Jo. 1.1), e os frutos externos nos servirão por testemunho eterno. O que ouve e não pratica constrói sobre a “Areia”, solo frouxo sem consistência, assim como sua vida e caráter. Não praticar a Palavra de Cristo é o mesmo que não servi-lo. É o mesmo que não pertencer a Ele (Mt. 7. 21-23), e a falta de frutos... Sobre qual alicerce temos construído nossa historia? O de “Rocha”, consistente, forte e profundo, ou sobre o de “Areia” frouxo, fraco e raso? Faça esta oração: “Senhor com qual destes construtores me assemelho?” Depois de obter a resposta: “Senhor me ajude a continuar assim” ou “Senhor mude a minha postura de vida”.
“DEUS NÃO SE CANSA DOS NOSSOS RECOMEÇOS”

Por Vagner Senabio.




6 de ago. de 2011

Diga Não a Pirataria, seja uma Cópia Autêntica.

A nossa sociedade vive uma crise de identidade. A cada dia surgem novos icones que levam após sí uma multidão de pessoas que por falta de referência os imitam no modo de vestir, falar e agir. Reproduzem muitas vezes as mesmas desgraças vividas por seus ídolos. Na religião esse mesmo fenômeno acontece quando seguidores querem ser uma cópia de seus líderes e não de Jesus. Ao propor o discipulado Jesus não sugere sermos uma imitação barata. Até mesmo porque apenas imitar não basta.Para termos a vida em abundância prometida por Jesus (João 10:10), essa imitação deve começar no mais profundo de nosso ser, o nosso espirito. É lá que o discipulado inicia, através de uma experiência real de conversão.Não poucas vezes nos comparamos uns com os outros. Mas, precisamos ser aferidos e avaliados pela Palavra de Deus. São os princípios eternos da Bíblia que devem modelar nossa vida em cada aspecto. Se desejamos ser discípulos devemos estar prontos para assumir responsabilidades. Leviandade, instabilidade e superficialidade não combinam com perfil do verdadeiro discípulo. “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tiago 1:22-25) Discipulado é reeducação. É rever o estilo de vida através dos príncipios da Palavra. Em muitos casos é mudar drásticamente de direção. O discipulado não é legalista, mas, é radical. O legalismo é a busca pelo cumprimento de regras religiosas que na sua maioria não produzem mudança de carater, pois, só tem efeito no exterior e geralmente vem acompanhado de orgulho e espirito de julgamento. Dentre estas regras podem até estar princípios bíblicos, mas o seu cumprimento não é motivado por um desejo de ser discípulo, mas pela ânsia por reconhecimento. “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,Que são sombras das coisas futuras,mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.”(Colossenses 2:16-23) Já no discípulado a mudança radical provém da consciência de que o cumprimento daquele princípio produz vida. “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:33)
Jesus quer que sejamos e façamos discípulos Dele e não nossos.

Pr.Osvaldo Moreira

Ele já morreu a nossa morte

Texto: Romanos 5:6-8

É triste sermos confrontados com a morte; embora saibamos que a maioria de nós possa passar por ela, ficamos mais entristecidos quanto perdemos um ente-querido. Talvez nenhuma outra coisa nos traga maior tristeza e dor; pelo fato de não termos mais junto a nós a quem amamos. Sabemos também que a simples ocorrência de falarmos sobre a morte já nos soa deprimente de mais, porém, como não refletir sobre esta realidade, a saber! A da morte física. Como não meditar, sendo, que possivelmente passaremos por esta experiência? Entretanto, entendemos, que para os que crêem em Cristo Jesus a morte física não é o fim mais o começo da eternidade; uma eternidade glorificada.
Mas, nos assombra pensar, que muitos ainda enxerguem na morte a solução para as suas dificuldades, para os seus problemas e desejam consciente ou inconscientemente tirar sua vida. Contudo me permito dizer que esta atitude tende a nos levar a um problema ainda maior, e de caráter eterno. Pois não nos é permitido tirar a vida de quem quer que seja, inclusive a nossa, “Não matarás” assim diz o Senhor (Dt.5:17). Jesus disse: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo. 10:10). E nisso, cremos que é propósito de Deus que vivamos bem, esta vida e a eterna. Jesus veio para solucionar o problema da nossa vida e também o da nossa morte, porquanto disse: “eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo. 10:11). A Escritura Sagrada nos afirma que há condenação para o pecado (Rm. 6.23) “porque o salário do pecado é a morte...”, no entanto, Deus nos proporciona vida por meio de sua graça, “...mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”.
Por isso acreditamos que se tínhamos que morrer, por conta dos nossos pecados! Cristo já morreu a nossa morte! Consideramos, também que a solução para as mazelas desta vida “esta na cruz do calvário” Jesus morreu na cruz de forma vicária, substitutiva. “certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si: e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”(Is. 53.4,5).
Portanto, Viva em Cristo e Viva Eternamente!
Pr. Aimoré Costa

Ação Social 2011

A ação social 2011 foi realizada na congregação do Rio Vermelho, sob a direção do Pr. Aimoré Costa.













EBF 2011

O PASTOR AIMORÉ COSTA AGRADECE A TODOS OS IRMÃOS QUE COM GRANDE EMPENHO FIZERAM DA NOSSA EBF 2011 UM SUCESSO, EM ESPECIAL AO IRMÃO MÁRIO DA POLÍCIA AMBIENTAL QUE VIABILIZOU A VISITA DAS CRIANÇAS AO PARQUE AMBIENTAL DO RIO VERMELHO.
Fotos: Bárbara

Eu não tenho do que me envergonhar


Até onde você como cristão tem feito valer suas convicções, sua fé, aquilo em que você tem crido? Todos os dias vemos pessoas defendendo suas opiniões, filosofias, crenças. Aquilo que elas acreditam sobre moral, ética, cidadania, aquilo que elas acreditam sobre inclusão social, sobre igualdade social, étnica e liberdade religiosas.
De uns tempos pra cá se intensificaram os movimentos de alguns grupos seletos, na busca de fazerem valer, aquilo que eles acreditam ser seus direitos; e são milhares de pessoas em manifesto, apaixonadas por aquilo que creem, e que sem nenhum constrangimento defendem suas causas com unhas e dentes. Tudo isso tem uma certa dose de valor, pois a História tem nos mostrado assim. É valoroso lembrar de pessoas como Martin Luther King, Gandi, Mandela, e dentre tantas outras que lutaram com afinco por uma causa justa e que modificaram a realidade de seus países e a realidade de milhares de pessoas no mundo. O grande problema, é quando nos tentam por meio destas manifestações, fazer-nos abrir mãos de padrões éticos e morais já estabelecidos, pela a observação comprovada de seus valores para a sociedade.
Mas o que tudo isso tem a ver com a igreja de Jesus? Muita coisa! Porque enquanto observamos pessoas se mobilizando por questões das mais diversas, e algumas vezes até com valores nocivo para sociedade. Do outro lado encontramos uma igreja; com um chamado, um comissionamento, uma ordenança; para ir e fazer diferença, ir e anunciar a verdade, ir e fazer discípulos. Apática, reclusa e eu diria mais ainda, acoada no seu mundinho religioso. Então surge-nos uma pergunta; “temos nos envergonhado do evangelho?”
Jesus disse: “… qualquer que, nesta geração adultera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.”(Mc. 8: 38)
O apóstolo Paulo disse: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê,…”(Rm. 1:16). Ele disse ainda a Timóteo seu filho na fé: “ Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado…”(Tm. 1:8) e é importante ressaltar que Paulo disse isto quando estava preso  e acreditava que seria executado por conta da sua condenação, por pregar o evangelho.
O grande evangelista Billy Graham, quando entrevistado alguns dias atrás e questionado; “quais são as questões mais importantes para os evangélicos de hoje?” disse: “Eu sou grato pelo o ressurgimento evangélico que temos visto em todo o mundo no último meio século ou mais. Ele realmente foi obra de Deus. Não era assim quando eu comecei, e estou espantado com o surgimentos de novos seminários evangélicos e de organizações e igrejas, uma nova geração de líderes comprometidos com o evangelho, e assim por diante. Mas o sucesso é sempre perigoso, e precisamos estar atentos e evitar que nos tornemos vítimas de nosso próprio sucesso. Será que vamos influenciar o mundo para Cristo, ou o mundo vai nos influenciar? Mas a questão mais importante que enfrentamos hoje é a mesma que a igreja tem enfrentado em cada século: Será que vamos alcançar o mundo para Cristo? Em outras palavras, vamos dar prioridade ao mandato de Cristo de ir por todo o mundo e pregar o evangelho? Ou vamos nos virar cada vez mais para dentro, presos em nossos própria assuntos internos ou polêmicos, ou simplesmente se tornando mais e mais confortáveis com a nossa posição? Será que vamos ficar com orientação interna ou externa dirigida? As questões centrais do nosso tempo não são econômicas, políticas ou sociais, por mais importantes que sejam. As questões centrais do nosso tempo são morais e de natureza espirituais , e o nosso chamado é para declarar o perdão de Cristo, esperança e poder de transformação para um mundo que não o conhece e segui-lo. Nunca nos devemos esquecer isso.”
Billy Graham, um grande evangelista que por meio de suas cruzadas arrastou milhares de pessoas para Cristo. Aos noventa anos, ainda se questiona quanto a influencia da igreja dos nossos dias, embora o aparente crescimento desta. É com muita facilidade que podemos observar que se tem havido um crescimento muito grande  no número de  igrejas, de evangélicos, como disse Billy Graham de novas instituições evangélicas, e podemos atribuir isto a misericórdia de Deus, e devemos glorificá-lo mais ainda por isso. Porém a igreja tem o seu papel, uma finalidade, e absolutamente não é ficar inchando dentro de quatro paredes. O papel da igreja é alcançar o mundo para Cristo, e a sua finalidade é glorificar a Deus por meio dos frutos da fé.
Pr. Aimoré Costa

Não Desperdice sua Vida


Mas um ano se inicia e é muito comum nesta época, alguns especialistas irem para os meios de comunicação e darem suas sugestões. E o conselho que se mais ouve é planejar; planejar os estudos, as finanças, a família, planejar a casa nova, a reforma, o carro novo, as férias, a viagem, em fim, planejar os objetivos para o ano que se inicia. Com a finalidade de podermos ter em nossas mãos, na medido do possível, o rumo de nossas vidas e os recursos para subsidiá-la. Estes conselhos são fortemente defendidos por especialista, que garantem! Desta maneira evitamos imprevistos.
Entendo que manter à nossas vistas os objetivos almejados, e planejá-los é algo bom, e de certa forma inteligente, mas creio que planejar um ano, uma vida, esquecendo-se do objetivo essencial da vida que recebemos, constitui-se em grande loucura e insensatez levando-nos a desperdiçar toda a nossa vida. E eu gostaria de compartilhar com vocês porque creio nisso.
A vida que temos, ou vivemos não é nossa e é possível que a venhamos desperdiçá-la. (Lc. 12: 13-21) (Jesus cria que era possível desperdiçar toda uma vida.)
Jesus esta no meio de uma grande multidão, e dirige-se aos seus discípulos chamando a atenção deles para algumas questões ( e é interessante perceber que no relato dos evangelhos vermos varias situações em que Jesus fala especificamente para seus discípulos no meio de multidões)como: cuidado com o fermento dos fariseus , com a hipocrisia daqueles que levam vida dupla, não temas aos  que podem matar o corpo mas nada além disso e sim a Deus que pode lançá-los na morte eterna; Jesus diz a vida de vocês é importante para Deus e mais ainda todo aquele que não se envergonhar dele será exaltado diante dos anjos e falava ainda a respeito da condenação daquele que blasfemar contra o Espirito Santo, Jesus falava destes e ainda de outros assuntos.
Enquanto Jesus estava ainda no meio da multidão e possivelmente ainda ensinando a seus discípulos é interpelado por um homem que pede que Jesus resolva a questão da partilha de sua herança com seu irmão (v13), e Jesus lhe responde com uma pergunta: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós (v14)”? Com esta pergunta Jesus nega-se categoricamente a fazer qualquer coisa que pudesse suscitar a ideia de que pretendia ocupar o lugar das autoridades judiciais existentes. Ele deixa claro que seu objetivo e sua missão não era se envolver com questões deste mundo. Havia um magistrado para isso. A interpelação “Homem!” e a pergunta: “Quem me instituiu juiz ou partidor de herança sobre vós?” visa chamar o estranho à razão. Dessa forma Jesus explicita sobretudo que não estava disposto a envolver-se com uma área que não lhe competia. Jesus, que afastou de si o que não lhe competia, reconheceu assim ao mesmo tempo o compromisso de todos aqueles que foram instituídos para isso. Não pretendia interferir na realidade política e civil. A palavra e o exemplo do Mestre valem para todos os tempos, de modo que tarefas estranhas e indevidas não se mesclam com a função espiritual. O foco de Jesus era proclamar o reino de Deus. Não era incumbência do Senhor nem finalidade de sua vinda ajudar o pedinte a alcançar sua justa herança, mas curá-lo de sua mazela principal. “E disse-lhes: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza!” Ele advertiu todos os ouvintes, porque quase todas as pessoas sofrem desse mal fundamental. Esta atitude de Jesus foi ensino para seus discípulos e percebemos isso em (At. 6: 2) onde diante de um problema de partilha ou de distribuição dos recursos para as viúvas,  são escolhidas pessoas que se responsabilizariam pela as atividades das distribuições diárias, sendo que os apóstolos se dedicariam exclusivamente a oração e ao ministério da palavra. Este exemplo e ensino de Jesus faz eco hoje, lembrando a aqueles que foram chamados ao ministério os seus reais objetivos.
Não era a finalidade de Jesus desperdiçar sua vida, e ele aproveitava toda e qualquer situação para ensinar princípios vitais, as seus discípulos e a aqueles que o ouviam. Por isso que no v.15b ele aponta para a tolice da avareza no seguinte sentido: “Ainda que alguém tenha em abundância, não conquistará vida por meio de seus bens”. E Jesus aproveita esta circunstância para lhes contar uma parábola do “rico insensato”.
a) O ensejo do discurso de exortação de Jesus – Lc 12.13-15
13 – Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança!
14 – Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?
15 – Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
b) A parábola do rico insensato – Lc 12.16-21
16 – E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.
17 – E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
18 – E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.
19 – Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te!
20 – Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
21 – Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
A riqueza é considerada nessa parábola como meio para providenciar uma vida despreocupada por muitos anos, como se a continuidade da vida dependesse apenas de comer e beber.
A princípio a pessoa não fez nada de mau. Diante de todo o mundo ele se apresenta como cidadão sábio, sendo muito laborioso, eficiente e bem-sucedido em sua profissão, mas não deixa de ser um tolo perante Deus. O agricultor diz a si mesmo: “Meus produtos, meu armazém, meus bens, minha alma”, como se tudo isso pertencesse unicamente a ele, como se ele pudesse dispor apenas por si só e por decisão própria. – Ele perceberá que tudo isso não lhe pertence. Igualmente são bem característicos os seis “eu” do agricultor: que farei eu – não tenho – onde eu – hei de – eu quero – eu direi.
No final da parábola é formulado o contraste mais radical e eficaz da narrativa: “Porém Deus lhe disse”. Esse contraste impactante entre o monólogo do rico insensato e o julgamento de Deus pertence às circunstâncias mais arrasadoras da parábola. Fica claro de que são de fato palavras de Deus que o rico ouve.
As palavras de Deus mostram com extrema nitidez a mentalidade obcecada do rico. Enquanto o rico ainda folga no devaneio de seus prazeres futuros, Deus profere a sentença sobre o ser humano insensato. Não se concedem a ele nem mesmo um número de horas equivalente aos anos de vida que ainda sonhava ter. Ele morre já na primeira noite depois de ter fixado seus planos futuros acerca da produção de suas terras. “A tua alma te pedirão” é uma expressão específica para sofrer a morte. Ela expressa a morte contra a vontade, em que é preciso entregar a “sua” alma, que ele de fato tenta manter como “sua”. Em termos linguísticos e objetivos pode ser traduzido como: “Demandarão de ti a alma”.
A interpelação “tolo” é justificada no anúncio subsequente do destino da pessoa. Deus desmascara a loucura do homem que acreditava poder assegurar também sua vida com seus tesouros acumulados para longo tempo. Após anunciar a perda da vida, ainda levanta a pergunta pelo destino da fortuna, sem qualquer indício de uma resposta. “Mas o que tens preparado, para quem será?”
Jesus havia alertado a não se render à tolice de pensar que a vida depende da quantidade dos bens (Lc 12.15). A presente parábola ilumina essa expressão. Em ambas as partes a narrativa faz justiça a essa tendência. O primeiro trecho descreve a maneira e o modo como a avareza imagina o futuro e conta com ele. A segunda parte revela a nefasta insensatez que são na realidade a avareza e cobiça.
Com isso Jesus nos deixa claro que é possível desperdiçar toda uma vida, depositando nossa confiança apenas nos nossos esforços e nos resultado das nossas conquistas, pois toda riqueza que podemos obter não nos pode garantir um dia sequer em nossas vidas.
Pr. Aimoré Costa

Alegrem-se

“O Dever de nos Deleitarmos na Vontade e nas Obras de Deus”

I Pedro 1:3-9
Se alguém supõe que a religião consiste meramente em autonegação e dolorosas austeridades, debilitada de melancolia e tristeza, com exclusão de qualquer felicidade, equivocou-se terrivelmente quanto ao verdadeiro caráter do cristianismo. As falsas religiões, bem como os falsos pontos de vista sobre a religião autentica, são passiveis desta acusação. Mas a religião que tem Deus como seu Autor, e que conduz a alma a Ele, é plena de paz e de alegria.Ela nos reanima em meio às provações da vida, e nos deixa contentes com toda e qualquer sorte que a providência divina nos tenha concedido, felizes no exercício da piedade e da devoção, e alegres diante da expectativa de uma infinita e plena felicidade. Para nós, o céu está bem próximo; enquanto caminhamos para aquele mundo de bem-aventurança eterna e perfeita, é nos permitido até certa medida, antecipar as suas alegrias, sendo, aqui mesmo, abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais nos lugares celestiais, em cristo Jesus, nosso senhor (Ef. 1:3). Somos assim capacitados não somente a prosseguir em nossa peregrinação até a boa terra com contentamento e felicidade, mas, até mesmo, a nos “agradarmos do Senhor” (Sl. 37:4). Nossa felicidade não consiste apenas na ausência da adversidade e dor, e, sim, na presença inquestionável de positivos deleites espirituais. O deleite que acompanha outros exercícios religiosos deveria, igualmente, ser sentido quando investigamos a verdade religiosa, estimulando-nos à diligência e à perseverança nesta função. A verdade bíblica não é apenas santificadora, mas é, também, proporcionadora de felicidade. Para os antigos essa verdade parecia mais doce do que o mel e seu favo.(Sl. 19:10). Os primeiros cristãos, ao confirmarem na verdade, conforme ela se acha em Jesus, exultavam “com alegria indizível e cheia de glória”(I Pe. 1:8). Se amássemos a verdade divina como temos obrigação de fazê-lo, haveríamos de experimentar tal deleite, quando os nossos corações lhe dessem acolhida; e a investigação criteriosa das páginas sagradas deveria ser fonte do mais puro e permanente prazer. Na primeira carta do apóstolo Pedro capitulo um ele afirma isso, e glorifica a Deus dizendo; “bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”(Pe. 1:3). Porque, por meio da sua abundante misericórdia, fez-nos, novas criaturas, para deleitarmos, nas obras de suas mãos. Deus nos dá motivos suficientes para exultarmo-nos. Portanto alegremo-nos no Senhor!  Por que devemos alegrar-se? Porque a abundante misericórdia de Deus nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus  Cristo dentre os mortos. O simples fato de constarmos, que não somos mais os mesmo, de não nos deixarmos evolver-se, pelo engano do mundo, de os apelos do velho homem não mais direcionar nossas vontades e intenções, e sim, a intervenção divina do Espírito de Deus. Já nos é motivo suficiente para gerar em nós grande alegria. A palavra de Deus aqui em Pedro diz: Deus “nos regenerou”, formou-nos de novo, fez-nos renascer, deu-nos nova vida. Não uma nova vida física, carnal, porém, uma vida espiritual; da qual encontrava-nos mortos por conta dos nossos pecados (Ef. 2:1). Devemos nos alegrar pela abundante misericórdia de Deus, que é o motivo de não sermos consumidos, “porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm. 3: 22), devemos nos alegrar pela nova vida em Cristo Jesus, guardada “pelo poder de Deus, mediante a fé”, e porque Deus nos deu essa nova vida; para uma “viva esperança”; para uma “herança”  e para a salvação. Oh que grande bênção!!! Os aspectos das bênçãos de Deus, fortalecem nossa alegria e deleite, na vontade e nas obras de Deus. O apóstolo Pedro relaciona algumas bênçãos, pelas quais Deus deve ser bendito, e  pelas quais nós devemos exultar. As bênçãos por si, só, já são motivadoras de alegria, e exultação, entretanto, ao percebermos os aspectos das bênçãos, nossa alegria e deleite, na vontade e nas obras de Deus tornam-se ainda maiores. A primeira benção relacionada por Pedro é que: somos gerados de novo para uma  viva esperança, isto é, esperança que jamais pode ser extinta. Pois é a ressurreição de Jesus que nos faz nascer para essa esperança. O fato de ter Jesus ressuscitado dentre os mortos, gera naqueles que creem no seu evangelho, uma viva esperança motivada pelo amor de Deus. Essa esperança é viva porque se renova diariamente, ela é dinâmica; porque quanto mais nossa fé é fortalecida pela ação do Espírito Santo, mais crescemos na esperança de gozo futuro na presença do nosso Deus. A segunda bênção é que: somos gerados de novo para uma herança, que é incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus. É importante ressaltar que todo judeu, dos tempos do Velho Testamento, conhecia por experiência a bênção que uma herança podia proporcionar. Pedro contrasta implicitamente a velha herança, com a herança do cristão. A velha esteve sujeita a destruição, a degradação. A herança cristã é incorruptível. É sem mácula. A herança terrena dos judeus veio por vezes a contaminar-se com o pecado de israel. A do cristão está reservada nos céus, onde nada entra que possa contaminar. Não murcha. A velha herança estava muitas vezes sujeita as intemperes de um clima muito difícil como o de Canaã. A herança do cristão está fora do alcance de qualquer variações climáticas que lhe possam causar algum dano. A palavra grega para reservada é um termo militar que sugere vigilância constante. Sendo assim nenhum dano pode sobrevir à herança do cristão, porque está guardada em segurança, ou está conservada nos céus, além do alcance dos poderes terrenos, ou dos seus malefícios. Porém não somente a herança está guardada para os herdeiros; como estes de igual modo estão guardados para a herança. Estão guardados pelo poder de Deus, que é muito mais forte que a força dos perseguidores. Esta proteção divina opera na experiência do crente mediante a fé. E quando entendemos isto o imperativo é: “Nisso exultais”.As varias provações não são motivos para tristezas! É natural para nós homens e mulheres, nos entristecer, por causas de provações e adversidades da vida. Porém o apóstolo Pedro nos dá alguns motivos para que isso não gere em nós tristezas. Primeiro, porque as provações não são para sempre, são passageiras, tem um breve período, ou seja, irão passar; segundo elas só nos ocorreram se nos for necessário, para o fortalecimento da nossa fé; e como o apóstolo afirma: “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé” que é muito mais preciosa que o ouro, se perseverarmos, isso, nos redundará em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo. Em quem nosso amor, nossa fé estão alicerçados. O qual gerou nos primeiros cristãos alegria indizível e cheia de glória, pois sabiam o resultado da fé que tinham: “a salvação de suas almas. Quanto a nós que temos crido nas obras maravilhosas de nosso Deus, devemos nos juntar ao coro dos primeiros santos, em exultação indizível e cheia de glória, e deleite, na vontade a nas Obras do nosso poderoso Deus. Pois o conhecimento de nossa posição e herança seguras, redundará em: regozijo, comprovação da realidade da nossa fé, amor crescente por Deus, e em fim, a certeza da conclusão da nossa salvação.
Pr. Aimoré Costa

Mais Próximos de Deus e das Pessoas

Acredito que o problema da humanidade teve início com o rompimento do relacionamento do homem com Deus no Éden, logo, a solução para a vida do homem é retomar este relacionamento. Longe de uma relação plena com o seu criador a humanidade não se percebe como parte de um todo que é a criação, por isso não vive com objetividade, uma vez que sendo a vida física limitada ela não tem razão em si mesma. A igreja é um lugar, primeiramente de fomentação desta consciência de que fomos criados por alguém e para algo, levando-nos a redescobrir o sentido da vida. Nesta tarefa de nos reconduzir ao projeto original Deus toma a iniciativa de restaurar o seu relacionamento conosco, iniciativa esta que não poderíamos tomar por nós mesmos. Em Jesus Deus restabelece o relacionamento rompido com a humanidade. Em resumo, a igreja é o resultado deste reencontro com Deus. Se em conseqüência da quebra do relacionamento com Deus tivemos outros problemas de relacionamento, é de se esperar que haja também restauração nos relacionamentos inter-pessoais. Igreja é lugar de cura de relacionamentos. Tudo o que fazemos, a adoração o estudo da palavra, tudo enfim, tem que ter como objetivo nos aproximar de Deus e naturalmente, das pessoas.
Pr. Aimoré Costa

Uma mente sã é uma mente como a de Cristo


“Uma mente Sã é uma mente como a de Cristo”
Tema: Somos chamados a ter uma mente como a de Jesus Cristo.
Texto: Filipenses 2:5
Introdução:
podemos dizer que os grandes invento dos quais podemos usufruir nasceram de mentes extraordinariamente criativas e dotadas de uma capacidade intelectual muito grandes, nasceram das mentes de pessoas que ousaram por em prática intentos que por vezes foram tomados como loucura.
Na mente nasce as maiores ideias, como também as maiores aberrações ideológicas; o que dizer do nazismo e de tantas outras ideologias que geraram o caos em muitas sociedades. A mente é esse campo muito fértil, porém o lugar onde travamos as maiores lutas de nossa existência. A Palavra nos diz que o nosso modo de pensar tem que ser de acordo com o do Espirito para que tenhamos vida e paz e não de acordo com a carne que gera a morte (Rom.8:6). Isto nos revela o grande conflito entre, a maneira de pensar como carnais, e a maneira de pensar a luz das coisas de Deus; uma nos leva a morte espiritual a outra vida e paz. Por isso somos chamados a ter uma mente como a de Cristo (Filip. 2;5), uma mente sã que glorifica a Deus e que se aperfeiçoa nos caminhos do Senhor, para saber qual seja,  a boa, agradável e perfeita vontade de Deus(Rom. 12:2)
uma mente desordenada(Tiago. 4)
uma mente comprometida com as coisas do alto(Col. 3:2)
uma mente Sã promove transformação (Rom. 12:2)
nous-nuos=faculdades intelectual, mente, a razão ( a mente incluindo as faculdades de perceber as coisas divinas, de reconhecer o bem e o mal, o poder de julgar sóbria, calma e imparcialmente, os poderes mais elevados da alma),somos Chamados a ter uma Mente como a de Cristo(Fil.2:5)
froneite= penso-tenho como habito de pensamento- ponho a mente em-
(sugerindo investigação moral, pensamento e estudo, não mera opinião sem refletir)