A nossa sociedade vive uma crise de identidade. A cada dia surgem novos icones que levam após sí uma multidão de pessoas que por falta de referência os imitam no modo de vestir, falar e agir. Reproduzem muitas vezes as mesmas desgraças vividas por seus ídolos. Na religião esse mesmo fenômeno acontece quando seguidores querem ser uma cópia de seus líderes e não de Jesus. Ao propor o discipulado Jesus não sugere sermos uma imitação barata. Até mesmo porque apenas imitar não basta.Para termos a vida em abundância prometida por Jesus (João 10:10), essa imitação deve começar no mais profundo de nosso ser, o nosso espirito. É lá que o discipulado inicia, através de uma experiência real de conversão.Não poucas vezes nos comparamos uns com os outros. Mas, precisamos ser aferidos e avaliados pela Palavra de Deus. São os princípios eternos da Bíblia que devem modelar nossa vida em cada aspecto. Se desejamos ser discípulos devemos estar prontos para assumir responsabilidades. Leviandade, instabilidade e superficialidade não combinam com perfil do verdadeiro discípulo. “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tiago 1:22-25) Discipulado é reeducação. É rever o estilo de vida através dos príncipios da Palavra. Em muitos casos é mudar drásticamente de direção. O discipulado não é legalista, mas, é radical. O legalismo é a busca pelo cumprimento de regras religiosas que na sua maioria não produzem mudança de carater, pois, só tem efeito no exterior e geralmente vem acompanhado de orgulho e espirito de julgamento. Dentre estas regras podem até estar princípios bíblicos, mas o seu cumprimento não é motivado por um desejo de ser discípulo, mas pela ânsia por reconhecimento. “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,Que são sombras das coisas futuras,mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.”(Colossenses 2:16-23) Já no discípulado a mudança radical provém da consciência de que o cumprimento daquele princípio produz vida. “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:33)
Jesus quer que sejamos e façamos discípulos Dele e não nossos.
Pr.Osvaldo Moreira
Pr.Osvaldo Moreira
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