Mas um ano se inicia e é muito comum nesta época, alguns especialistas irem para os meios de comunicação e darem suas sugestões. E o conselho que se mais ouve é planejar; planejar os estudos, as finanças, a família, planejar a casa nova, a reforma, o carro novo, as férias, a viagem, em fim, planejar os objetivos para o ano que se inicia. Com a finalidade de podermos ter em nossas mãos, na medido do possível, o rumo de nossas vidas e os recursos para subsidiá-la. Estes conselhos são fortemente defendidos por especialista, que garantem! Desta maneira evitamos imprevistos.
Entendo que manter à nossas vistas os objetivos almejados, e planejá-los é algo bom, e de certa forma inteligente, mas creio que planejar um ano, uma vida, esquecendo-se do objetivo essencial da vida que recebemos, constitui-se em grande loucura e insensatez levando-nos a desperdiçar toda a nossa vida. E eu gostaria de compartilhar com vocês porque creio nisso.
A vida que temos, ou vivemos não é nossa e é possível que a venhamos desperdiçá-la. (Lc. 12: 13-21) (Jesus cria que era possível desperdiçar toda uma vida.)
Jesus esta no meio de uma grande multidão, e dirige-se aos seus discípulos chamando a atenção deles para algumas questões ( e é interessante perceber que no relato dos evangelhos vermos varias situações em que Jesus fala especificamente para seus discípulos no meio de multidões)como: cuidado com o fermento dos fariseus , com a hipocrisia daqueles que levam vida dupla, não temas aos que podem matar o corpo mas nada além disso e sim a Deus que pode lançá-los na morte eterna; Jesus diz a vida de vocês é importante para Deus e mais ainda todo aquele que não se envergonhar dele será exaltado diante dos anjos e falava ainda a respeito da condenação daquele que blasfemar contra o Espirito Santo, Jesus falava destes e ainda de outros assuntos.
Enquanto Jesus estava ainda no meio da multidão e possivelmente ainda ensinando a seus discípulos é interpelado por um homem que pede que Jesus resolva a questão da partilha de sua herança com seu irmão (v13), e Jesus lhe responde com uma pergunta: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós (v14)”? Com esta pergunta Jesus nega-se categoricamente a fazer qualquer coisa que pudesse suscitar a ideia de que pretendia ocupar o lugar das autoridades judiciais existentes. Ele deixa claro que seu objetivo e sua missão não era se envolver com questões deste mundo. Havia um magistrado para isso. A interpelação “Homem!” e a pergunta: “Quem me instituiu juiz ou partidor de herança sobre vós?” visa chamar o estranho à razão. Dessa forma Jesus explicita sobretudo que não estava disposto a envolver-se com uma área que não lhe competia. Jesus, que afastou de si o que não lhe competia, reconheceu assim ao mesmo tempo o compromisso de todos aqueles que foram instituídos para isso. Não pretendia interferir na realidade política e civil. A palavra e o exemplo do Mestre valem para todos os tempos, de modo que tarefas estranhas e indevidas não se mesclam com a função espiritual. O foco de Jesus era proclamar o reino de Deus. Não era incumbência do Senhor nem finalidade de sua vinda ajudar o pedinte a alcançar sua justa herança, mas curá-lo de sua mazela principal. “E disse-lhes: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza!” Ele advertiu todos os ouvintes, porque quase todas as pessoas sofrem desse mal fundamental. Esta atitude de Jesus foi ensino para seus discípulos e percebemos isso em (At. 6: 2) onde diante de um problema de partilha ou de distribuição dos recursos para as viúvas, são escolhidas pessoas que se responsabilizariam pela as atividades das distribuições diárias, sendo que os apóstolos se dedicariam exclusivamente a oração e ao ministério da palavra. Este exemplo e ensino de Jesus faz eco hoje, lembrando a aqueles que foram chamados ao ministério os seus reais objetivos.
Não era a finalidade de Jesus desperdiçar sua vida, e ele aproveitava toda e qualquer situação para ensinar princípios vitais, as seus discípulos e a aqueles que o ouviam. Por isso que no v.15b ele aponta para a tolice da avareza no seguinte sentido: “Ainda que alguém tenha em abundância, não conquistará vida por meio de seus bens”. E Jesus aproveita esta circunstância para lhes contar uma parábola do “rico insensato”.
a) O ensejo do discurso de exortação de Jesus – Lc 12.13-15
13 – Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança!
14 – Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?
15 – Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
Entendo que manter à nossas vistas os objetivos almejados, e planejá-los é algo bom, e de certa forma inteligente, mas creio que planejar um ano, uma vida, esquecendo-se do objetivo essencial da vida que recebemos, constitui-se em grande loucura e insensatez levando-nos a desperdiçar toda a nossa vida. E eu gostaria de compartilhar com vocês porque creio nisso.
A vida que temos, ou vivemos não é nossa e é possível que a venhamos desperdiçá-la. (Lc. 12: 13-21) (Jesus cria que era possível desperdiçar toda uma vida.)
Jesus esta no meio de uma grande multidão, e dirige-se aos seus discípulos chamando a atenção deles para algumas questões ( e é interessante perceber que no relato dos evangelhos vermos varias situações em que Jesus fala especificamente para seus discípulos no meio de multidões)como: cuidado com o fermento dos fariseus , com a hipocrisia daqueles que levam vida dupla, não temas aos que podem matar o corpo mas nada além disso e sim a Deus que pode lançá-los na morte eterna; Jesus diz a vida de vocês é importante para Deus e mais ainda todo aquele que não se envergonhar dele será exaltado diante dos anjos e falava ainda a respeito da condenação daquele que blasfemar contra o Espirito Santo, Jesus falava destes e ainda de outros assuntos.
Enquanto Jesus estava ainda no meio da multidão e possivelmente ainda ensinando a seus discípulos é interpelado por um homem que pede que Jesus resolva a questão da partilha de sua herança com seu irmão (v13), e Jesus lhe responde com uma pergunta: “Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós (v14)”? Com esta pergunta Jesus nega-se categoricamente a fazer qualquer coisa que pudesse suscitar a ideia de que pretendia ocupar o lugar das autoridades judiciais existentes. Ele deixa claro que seu objetivo e sua missão não era se envolver com questões deste mundo. Havia um magistrado para isso. A interpelação “Homem!” e a pergunta: “Quem me instituiu juiz ou partidor de herança sobre vós?” visa chamar o estranho à razão. Dessa forma Jesus explicita sobretudo que não estava disposto a envolver-se com uma área que não lhe competia. Jesus, que afastou de si o que não lhe competia, reconheceu assim ao mesmo tempo o compromisso de todos aqueles que foram instituídos para isso. Não pretendia interferir na realidade política e civil. A palavra e o exemplo do Mestre valem para todos os tempos, de modo que tarefas estranhas e indevidas não se mesclam com a função espiritual. O foco de Jesus era proclamar o reino de Deus. Não era incumbência do Senhor nem finalidade de sua vinda ajudar o pedinte a alcançar sua justa herança, mas curá-lo de sua mazela principal. “E disse-lhes: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza!” Ele advertiu todos os ouvintes, porque quase todas as pessoas sofrem desse mal fundamental. Esta atitude de Jesus foi ensino para seus discípulos e percebemos isso em (At. 6: 2) onde diante de um problema de partilha ou de distribuição dos recursos para as viúvas, são escolhidas pessoas que se responsabilizariam pela as atividades das distribuições diárias, sendo que os apóstolos se dedicariam exclusivamente a oração e ao ministério da palavra. Este exemplo e ensino de Jesus faz eco hoje, lembrando a aqueles que foram chamados ao ministério os seus reais objetivos.
Não era a finalidade de Jesus desperdiçar sua vida, e ele aproveitava toda e qualquer situação para ensinar princípios vitais, as seus discípulos e a aqueles que o ouviam. Por isso que no v.15b ele aponta para a tolice da avareza no seguinte sentido: “Ainda que alguém tenha em abundância, não conquistará vida por meio de seus bens”. E Jesus aproveita esta circunstância para lhes contar uma parábola do “rico insensato”.
a) O ensejo do discurso de exortação de Jesus – Lc 12.13-15
13 – Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança!
14 – Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?
15 – Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
b) A parábola do rico insensato – Lc 12.16-21
16 – E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.
17 – E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
18 – E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.
19 – Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te!
20 – Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
21 – Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
A riqueza é considerada nessa parábola como meio para providenciar uma vida despreocupada por muitos anos, como se a continuidade da vida dependesse apenas de comer e beber.
A princípio a pessoa não fez nada de mau. Diante de todo o mundo ele se apresenta como cidadão sábio, sendo muito laborioso, eficiente e bem-sucedido em sua profissão, mas não deixa de ser um tolo perante Deus. O agricultor diz a si mesmo: “Meus produtos, meu armazém, meus bens, minha alma”, como se tudo isso pertencesse unicamente a ele, como se ele pudesse dispor apenas por si só e por decisão própria. – Ele perceberá que tudo isso não lhe pertence. Igualmente são bem característicos os seis “eu” do agricultor: que farei eu – não tenho – onde eu – hei de – eu quero – eu direi.
No final da parábola é formulado o contraste mais radical e eficaz da narrativa: “Porém Deus lhe disse”. Esse contraste impactante entre o monólogo do rico insensato e o julgamento de Deus pertence às circunstâncias mais arrasadoras da parábola. Fica claro de que são de fato palavras de Deus que o rico ouve.
As palavras de Deus mostram com extrema nitidez a mentalidade obcecada do rico. Enquanto o rico ainda folga no devaneio de seus prazeres futuros, Deus profere a sentença sobre o ser humano insensato. Não se concedem a ele nem mesmo um número de horas equivalente aos anos de vida que ainda sonhava ter. Ele morre já na primeira noite depois de ter fixado seus planos futuros acerca da produção de suas terras. “A tua alma te pedirão” é uma expressão específica para sofrer a morte. Ela expressa a morte contra a vontade, em que é preciso entregar a “sua” alma, que ele de fato tenta manter como “sua”. Em termos linguísticos e objetivos pode ser traduzido como: “Demandarão de ti a alma”.
A interpelação “tolo” é justificada no anúncio subsequente do destino da pessoa. Deus desmascara a loucura do homem que acreditava poder assegurar também sua vida com seus tesouros acumulados para longo tempo. Após anunciar a perda da vida, ainda levanta a pergunta pelo destino da fortuna, sem qualquer indício de uma resposta. “Mas o que tens preparado, para quem será?”
Jesus havia alertado a não se render à tolice de pensar que a vida depende da quantidade dos bens (Lc 12.15). A presente parábola ilumina essa expressão. Em ambas as partes a narrativa faz justiça a essa tendência. O primeiro trecho descreve a maneira e o modo como a avareza imagina o futuro e conta com ele. A segunda parte revela a nefasta insensatez que são na realidade a avareza e cobiça.
Com isso Jesus nos deixa claro que é possível desperdiçar toda uma vida, depositando nossa confiança apenas nos nossos esforços e nos resultado das nossas conquistas, pois toda riqueza que podemos obter não nos pode garantir um dia sequer em nossas vidas.
Pr. Aimoré Costa
16 – E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.
17 – E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
18 – E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.
19 – Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te!
20 – Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?
21 – Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
A riqueza é considerada nessa parábola como meio para providenciar uma vida despreocupada por muitos anos, como se a continuidade da vida dependesse apenas de comer e beber.
A princípio a pessoa não fez nada de mau. Diante de todo o mundo ele se apresenta como cidadão sábio, sendo muito laborioso, eficiente e bem-sucedido em sua profissão, mas não deixa de ser um tolo perante Deus. O agricultor diz a si mesmo: “Meus produtos, meu armazém, meus bens, minha alma”, como se tudo isso pertencesse unicamente a ele, como se ele pudesse dispor apenas por si só e por decisão própria. – Ele perceberá que tudo isso não lhe pertence. Igualmente são bem característicos os seis “eu” do agricultor: que farei eu – não tenho – onde eu – hei de – eu quero – eu direi.
No final da parábola é formulado o contraste mais radical e eficaz da narrativa: “Porém Deus lhe disse”. Esse contraste impactante entre o monólogo do rico insensato e o julgamento de Deus pertence às circunstâncias mais arrasadoras da parábola. Fica claro de que são de fato palavras de Deus que o rico ouve.
As palavras de Deus mostram com extrema nitidez a mentalidade obcecada do rico. Enquanto o rico ainda folga no devaneio de seus prazeres futuros, Deus profere a sentença sobre o ser humano insensato. Não se concedem a ele nem mesmo um número de horas equivalente aos anos de vida que ainda sonhava ter. Ele morre já na primeira noite depois de ter fixado seus planos futuros acerca da produção de suas terras. “A tua alma te pedirão” é uma expressão específica para sofrer a morte. Ela expressa a morte contra a vontade, em que é preciso entregar a “sua” alma, que ele de fato tenta manter como “sua”. Em termos linguísticos e objetivos pode ser traduzido como: “Demandarão de ti a alma”.
A interpelação “tolo” é justificada no anúncio subsequente do destino da pessoa. Deus desmascara a loucura do homem que acreditava poder assegurar também sua vida com seus tesouros acumulados para longo tempo. Após anunciar a perda da vida, ainda levanta a pergunta pelo destino da fortuna, sem qualquer indício de uma resposta. “Mas o que tens preparado, para quem será?”
Jesus havia alertado a não se render à tolice de pensar que a vida depende da quantidade dos bens (Lc 12.15). A presente parábola ilumina essa expressão. Em ambas as partes a narrativa faz justiça a essa tendência. O primeiro trecho descreve a maneira e o modo como a avareza imagina o futuro e conta com ele. A segunda parte revela a nefasta insensatez que são na realidade a avareza e cobiça.
Com isso Jesus nos deixa claro que é possível desperdiçar toda uma vida, depositando nossa confiança apenas nos nossos esforços e nos resultado das nossas conquistas, pois toda riqueza que podemos obter não nos pode garantir um dia sequer em nossas vidas.
Pr. Aimoré Costa
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