3 de set. de 2011

Refeição em Família

Cear é ter um momento intimo, é desfrutar da companhia, é compartilhar a mesa. Jesus disse aos seus discípulos que desejava muito cear com eles (Lucas 22:15), não só para comer, mas principalmente para partilhar com eles a sua vida. Naquele momento tão especial Jesus ensina-lhes o princípio da mutua sujeição dando o exemplo (Lucas 22:25-27). O tempo passou e chegamos ao século 21, ainda somos igreja, ainda celebramos a ceia, ainda relembramos o sacrifício de Cristo. No entanto, algumas ênfases da primeira ceia tem sido esquecidas. O desejo de Jesus de estar com seus discípulos era muito maior do que de cumprir um ritual religioso judaico. Ele aproveitara a celebração da páscoa para mostrar o verdadeiro sentido daquela celebração, a libertação que traria na cruz (Marcos 14:22). Muitos chamam a ceia de Santa Ceia e esquecem que a ceia não é santa, ela é dos santos. A mesa propicia a comunhão, o olhar no olho, o aproximar-se. É impossível estar a mesa e não ser impelido ao perdão. Na mesa estamos lado a lado, a ao passar o prato ao meu companheiro demonstro a minha iniciativa em suprir-lhe as necessidades. Neste domingo ao celebrarmos a ceia somos levados a refletir sobre todas as implicações deste ato litúrgico. Enquanto memorial, nos leva a lembrar-nos do quanto custou a nossa redenção: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;” (Apoc. 5:9) Enquanto refeição, nos aproxima uns dos outros para desfrutarmos da alegria de sermos família cristã: “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,” (Atos 2:46). A refeição é apenas um pretexto para estarmos juntos, e apesar de ser um bom pretexto não é mais importante que a comunhão. A ceia é mesa que nos aproxima de Deus e uns dos outros, é a grande oportunidade de estarmos lado a lado.




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