28 de set. de 2013

Desejando Deus.


Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.(Sl 73: 25-26)

Deus não precisava criar o homem, mas nos criou para a sua própria glória! Quando ouvimos frases como estas, podemos chegar a duas conclusões: Ou Deus é um ser extremamente vaidoso; ou somos grandes privilegiados por tal fato. Se fizermos algumas investigações sérias na Palavra sobre o caráter de Deus e de Seus atributos e sobre a sua pessoa chegaremos à conclusão que Deus realmente não precisa de nós para nada. Ele é autossuficiente, é um ser independente, se autossatisfaz no seu relacionamento trinitário há um eterno e perfeito amor e comunhão entre os membros da Trindade. Constatando tudo isso nos surge a per- gunta: Então porque Deus nos criou? Porque o homem foi criado? E porque Deus criou tudo o que contemplamos? E qual nosso propósito de vida? Como já afirmamos na Bíblia destacamos várias passagens que nos ensinam que Deus não precisa de nós para nada como este texto de Isaías: “Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento? Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima. Nem todo o Líbano basta para o fogo, nem os seus animais bastam para holocaustos. Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã.” (Isaías 40:13-17). Porém nós e o restante da criação o glorificamos e lhe damos alegria. Precisamos compreender que Deus não nos criou porque estava só e ou porque precisasse da comunhão de outras pessoas, ou por egoísmo, ou por vaidade. O fato é; Deus não precisava de nós por motivo nenhum. Contudo, Deus nos criou para a sua própria glória (Is 43:7; Ef 1:11,12), portanto devemos fazer tudo para a glória de Deus (Co 10:31). Essa constatação garante a relevância da nossa vida. Percebendo que Deus não precisava nos criar, e que não precisava de nós para nada, poderíamos concluir que nossa vida não tem a menor importância. Mas as Escrituras nos dizem que fomos criados para glorificar a Deus, indicando que somos importantes para o próprio Deus. Essa é a definição final da verdadeira importância ou relevância da nossa vida, ou seja, se somos de fato importantes para Deus por toda a eternidade, então que maior medida de importância ou relevância poderíamos querer? O fato de Deus ter nos criado para sua própria glória determina a resposta correta para pergunta: Qual o nosso propósito na vida? Nosso propósito deve ser cumprir a meta para que Deus nos criou: glorificá-lo. Quando falamos com respeito ao próprio Deus isso resume todo o nosso propósito de vida? Mas quando pensamos nos nossos próprios interesses, fazemos a feliz descoberta de que devemos nos alegrar em Deus e encontrar prazer no nosso relacionamento com ele. Portanto, a atitude normal do cristão é alegrar-se no Senhor e nas lições de vida que Ele nos dá. Dizem-nos a Escritura que, quando glorificamos e desfrutamos a Deus, ele se alegra conosco: “como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus” (Is 62.5) em Sofonias lemos: “Se deleitará em ti com alegria; regozijar-se-á em ti com júbilo. Os que estão entristeci- dos por se acharem afastado das festas solenes, eu os congrega- rei” ( Sf 3.17-18). Com isso, constatamos e evidenciamos que viveremos mais e plenamente se desejarmos profundamente mais a Deus e com nossas vidas o glorificá-lo.
Pr. Aimoré Costa
Bibliografia: Grudem, Wayne Teologia Sistemática. Ed. Vida nova

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