“...Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” (Mt 18.1-6)Quando éramos crianças sonhávamos com o dia em que nos tornaríamos adultos. Para conquistar a nossa independência, para realizar os sonhos almejados, para conquistar a profissão tão sonhada, para mudar o mundo e para viver um grande amor. Pensávamos! Quando eu crescer tudo vai ser diferente! Vou realizar tudo o que eu quero! Como é triste constatar que crescemos e que neste processo, quão diferentes nos tornamos, daquela criança inocente cheia de sonhos entusiasmada que acreditava que tudo era possível. É lamentável constatar que a dureza da vida nos tenha tirado; a doçura, a ingenuidade, a simplicidade, a pureza e até mesmo a capacidade de sonhar e crer. Talvez você esteja pensando; é natural que seja assim, pois a vida adulta nos torna assim, além do mais, eu sou adulto agora e tenho que abandonar toda a ingenuidade de quando criança. Creio que ser adulto traz responsabilidades que são inevitáveis e mudanças também, o apóstolo Paulo já disse: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino” (1Co 13.11), ou seja, há de se ter uma maturidade condizente com os teus anos de vida. Entretanto, acredito que nessa luta que temos travado para nos tornar fortes para vida, acabamos por aniquilar, virtudes e atitudes que são inerentes ao ser humano em qualquer estágio da sua vida. Ter doçura, ser cortês, humilde, simples, puro, manter uma capacidade saudável de sonhar e crer, são inerentes ao “ser humano” ao “ser criado por Deus”. Penso ser por este motivo que Jesus disse: “...Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.” (Mt 18.3). Precisamos nos tornar como crianças para aprender viver a vida planejada por Deus para cada um de nos: “Ingenuidade é um estado de espírito natural da criança, uma condição espontânea do início da vida. Tudo é novo e há de ser descoberto, pela ingenuidade nos aventuramos, confiamos, testamos e aprendemos. E o objetivo final é: aprender”. Com sabedoria precisamos confiar, aprendermos e provarmos as promessas de Deus. Precisamos nos tornar como crianças para com humildade reconhecermos nossa dependência de Deus. Temos que ser humildes suficientes para que reconheçamos que não podemos viver uma vida longe dos cuidados do Senhor. Precisamos nos tornar como crianças para viver uma vida santa. Ser como criança e ter uma vida com ausência de malícia, mas cheia de ternura e pureza. Finalmente, precisamos ser como crianças para com sinceridade abrir nossos corações ao Senhor nosso Deus e amá-lo com um amor genuíno puro e sincero.
Pr. Aimoré Costa
(*cito: Adriana Tanese Nogueira, Psicóloga, filósofa, mestre em ciências da religião)

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