Então, disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (Jo 8:21,36)
Na minha infância eu ficava impressionado quando via papéis e sacos plásticos levantarem voo em bolsões de ar. Gostava de ficar admirando o voo destes objetos sendo levados pelo vento; a impressão que eu tinha é que eles estavam deitados, apenas curtindo a liberdade de voar; se deixando conduzir confiantes, desfrutando de um voo cada vez mais alto e panorâmico. O meu deseja naquela época era de poder voar assim como aqueles papéis e sacos plásticos; então, como isso não era possível eu saia correndo para ver como e aonde eles iriam aterrissar; e o mais impressionante de tudo; é que, por mais que o voo perecesse turbulento; pela falta de direção, a aterrissagem era sempre tranquila; parecia que o vento ia colocando tranquilamente cada objeto no chão com todo cuidado. E mais uma vez eu pensava! Como eu gostaria de voar assim! Voar assim, por causa da liberdade do voo, voar assim, por causa da visão panorâmica e privilegiada, voar assim, por causa da aterrissagem tranquila e segura. Hoje é claro já na idade adulta consigo entender a impossibilidade de sonhos com este, pois, por mais que existam várias formas de voos, não há nenhuma possibilidade de voar como a que eu sonhava quando criança, mas entendo que na vida precisamos de voos de liberdade. Voos estes que nos arrebatem e nos faça ter uma perspectiva panorâmica e privilegiada da vida, voos que nos permita cofiar que a direção que estamos seguindo é a certa e que o pouso ou aterrissagem, será segura e tranquila. Entendo que Jesus veio para nos promover este tipo de voo; “voo de liberdade absoluta”. Assim como o vento que arrebata os papéis e sacos plásticos do chão, Ele quer nos acolher e nos conduzir em liberdade pelo vento do Seu Espírito, fazendo-nos voar em liberdade, com a certeza de que no final do voo encontraremos pouso seguro. Entretanto, cabe a nós, assim como aqueles objetos, não oferecer nenhuma resistência. Muitas vezes não entendemos que a liberdade que Deus nos oferece não é o que nos aprisiona; e sim, a nossa falta de confiança nele, a nossa falta de compreensão da sua verdade e consequentemente falta de visão ampla, panorâmica e privilegiada a cerca de Deus e sua vontade. Queremos ser livres para “voar”, mas muitas vezes estamos ancorados, na desconfiança, no medo, na falta de fé. Somente deixando Deus nos alçar em “voos altos” poderemos enxergar o que esta depois do muro das nossas incertezas. Eu quero voar! E você, o que quer?
Pr. Aimoré Costa

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